- Direita e centro-direita somaram 97,32% dos votos na Hungria, com 98,93% das urnas apuradas; Tisza, de centro-direita, teve a maior fatia e 138 cadeiras, enquanto Fidesz—KDNP, de direita, ficou com 55 cadeiras e Mi Hazánk, também de direita, com 6; a esquerda teve 1,98%.
- No Parlamento, Tisza passou de zero para 138 cadeiras e garantiu a maioria, permitindo reformas constitucionais; Fidesz–KDNP caiu de 135 para 55 cadeiras; Mi Hazánk manteve 6 cadeiras.
- Comparado a 2022, o cenário mudou: o bloco governista Fidesz–KDNP, que tinha maioria, caiu significativamente; Viktor Orbán deixou de liderar o governo, com Péter Magyar assumindo o papel de vitorioso.
- Orbán reconheceu a derrota e informou que o Fidesz passará a atuar na oposição; Magyar celebrou a vitória e recebeu felicitações de líderes da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
- A participação chegou a 78%, a maior já registrada no país.
A direita e o centro-direita venceram as eleições parlamentares na Hungria, realizadas neste domingo, 12 de abril de 2026. O resultado mostra 97,32% dos votos apurados, com a coalizão liderada pelo Tisza obtendo a maioria no Parlamento. O pleito muda o quadro depois de 16 anos de governo de Viktor Orbán.
O partido Tisza, liderado por Péter Magyar, recebeu 53,06% dos votos, superando o Fidesz, de Orbán, com 38,43%. O Mi Hazánk ficou com 5,83% e a esquerda, 1,98%. O sistema eleitoral húngaro combina distritos e listas para 199 cadeiras.
O resultado consolidou a hegemonia de Magyar no parlamento recém-formado, com 138 cadeiras para o Tisza. O Fidesz-KDNP caiu para 55 cadeiras, registrando queda histórica de 80 assentos. Mi Hazánk manteve 6 cadeiras.
Mudança no Parlamento
A nova configuração inverte o cenário de 2022, quando o Fidesz-KDNP tinha a maioria com 135 cadeiras e Orbán permaneceu no poder. Naquele ano, o bloco governista obteve cerca de 54% dos votos de lista nacional.
Orbán reconheceu a derrota e afirmou que o Fidesz atuará na oposição. Magyar celebrou o resultado, recebendo cumprimentos de líderes da União Europeia e da Otan e sinalizando possível aproximação com aliados ocidentais.
Participação e impactos
A participação eleitoral atingiu cerca de 78%, a mais alta da história no país. O pleito foi marcado por debates sobre economia, inflação e estagnação, que contribuíram para o desgaste do governo anterior. O novo Parlamento deverá iniciar ações de reformas constitucionais.
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