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Número recorde de húngaros vai às urnas para eleger presidente

Comparecimento recorde na Hungria intensifica disputa entre Orbán e oposição, com possíveis mudanças constitucionais e impactos diplomáticos na Europa

People wait in queue to vote outside a polling station during the Hungarian parliamentary election in Budapest, Hungary, April 12, 2026. REUTERS/Elisabeth Mandl
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  • Eleitores húngaros foram às urnas neste domingo em uma eleição que pode pôr fim aos 16 anos de governo de Viktor Orbán.
  • Dados preliminares indicaram comparecimento de 66% do eleitorado, acima dos 52,75% registrados em 2022.
  • Pesquisas mostraram o Fidesz, de Orbán, atrás do novo partido de oposição de centro-direita Tisza, comandado por Peter Magyar, com o Tisza entre 38% e 41%.
  • Magyar afirmou que os húngaros escolheriam entre Oriente e Ocidente e pediu que eventuais irregularidades fossem denunciadas; a meta é obter maioria simples ou qualificada no Parlamento de 199 assentos.
  • Orbán votou no mesmo distrito de Budapeste e afirmou que a constituição deve ser respeitada e a decisão do povo precisa ser cumprida.

Os eleitores húngaros foram às urnas neste domingo (12) para eleger o presidente, em Budapeste, em uma votação que pode desafiar o domínio de Viktor Orbán, no poder há 16 anos. O pleito ocorre em meio a tensões regionais e ao peso de uma agenda nacionalista.

Orbán, líder do partido Fidesz, sustenta um modelo de governança considerado por críticos como democracia iliberal. Analistas dizem que a eleição tem impacto sobre a política externa da Hungria e suas relações com a Rússia e o Ocidente.

O oposicionista Tisza, de Peter Magyar, busca ampliar sua força no parlamento vigente. Pesquisas indicam que o Tisza está entre 7 e 9 pontos percentuais à frente do Fidesz, com projeções de vitória limitada a maioria simples ou qualificada no Parlamento.

Comparecimento às urnas

Dados preliminares apontam participação de 66% dos eleitores, ante 52,75% em 2022. Imagens de televisão mostraram filas extensas em várias секções de votação, especialmente em Budapeste.

Magyar votou em Budapeste e afirmou que os cidadãos escolheriam entre Oriente e Ocidente, reforçando o chamado para denunciar irregularidades caso sejam identificadas falhas no processo. Foi considerado firme na defesa de uma eleição transparente.

Orbán votou no mesmo distrito e manteve o tom de respeito à legalidade. Ele reiterou que há uma constituição na Hungria que deve ser seguida e que a decisão popular precisa ser respeitada.

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