- No domingo, o Peru terá a maior cédula eleitoral da história, com foto e símbolo de 35 candidatos à presidência.
- A cédula mede cerca de 42 centímetros de largura, mais de 40 centímetros de comprimento e possui cinco colunas.
- Cada coluna representa uma eleição: presidente e vice, senadores, deputados e Parlamento Andino; ao todo, 198 autoridades serão eleitas por mais de 27 milhões de eleitores.
- A votação ocorre em meio à deterioração da democracia e a uma década de crise política, com o oitavo presidente em menos de dez anos assumindo o cargo em fevereiro.
- O especialista Fernando Tuesta aponta insatisfação generalizada com a política, baixa aprovação de Dina Boluarte (3%) e Congresso (cerca de 5%), o que ajudou a surgir muitos partidos que atuam como veículos eleitorais.
Neste domingo (12), o Peru terá a maior cédula eleitoral de sua história, com foto e símbolo de 35 candidatos à presidência. A eleição ocorre em meio a uma crise política que dura mais de uma década.
A cédula mede cerca de 42 cm de largura por pouco mais de 40 cm de comprimento e traz cinco colunas. Cada coluna representa um órgão: presidente e vice, senadores, deputados e o Parlamento Andino.
Ao todo, mais de 27 milhões de peruanos aptos a votar elegerão 198 autoridades. O processo é visto por especialistas como um dos mais complexos já realizados no país.
Motivações para o número recorde de candidatos
Segundo Fernando Tuesta, professor de ciência política, há uma “tremenda insatisfação” com a política no Peru. A taxa de aprovação da ex-presidente Dina Boluarte ficou ao redor de 3%.
Tuesta aponta que a rejeição popular alimenta a formação de novos partidos, que muitas vezes são frágeis e personalistas. Candidatos passam por recrutamento e dissolução rápida de estruturas.
O pesquisador também ressalta que, com a proximidade das eleições de 2026, muitos grupos surgem como veículos eleitorais, mesmo sem organização estável.
Contexto político e institucional
Durante a década de 1980, crises econômicas ajudaram a abrir espaço para novas opções políticas. O Peru chegou a ver governos sem apoio amplo, o que alimentou a fragmentação partidária.
Nos últimos anos, esse quadro se manteve, com descontentamento, representação fraca e polarização. Há ainda um claro vácuo de poder entre executivo e legislativo, segundo especialistas.
A eleição de 2026 é marcada pela multiplicidade de candidaturas e por um clima de tensão institucional. A observação eleitoral segue como ferramenta para acompanhar o pleito.
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