- Péter Magyar, do Tisza, venceu as eleições parlamentares na Hungria, encerrando 16 anos de governo do Fidesz e de Viktor Orbán.
- O primeiro-ministro Orbán reconheceu a derrota por telefone após o fechamento das urnas.
- Líderes europeus e da Otan parabenizaram Magyar pela vitória, destacando cooperação e segurança europeia.
- Reações incluíram mensagens de feito de oficiais como Emmanuel Macron, Ursula von der Leyen, Manfred Weber e Annegret Kramp-Karrenbauer, entre outros.
- A eleição teve participação expressiva e debate sobre economia, serviços públicos, corrupção e a relação da Hungria com a União Europeia e a guerra na Ucrânia.
Péter Magyar, líder da oposição húngara, celebra a vitória de seu partido Tisza nas eleições parlamentares realizadas em 12 de abril de 2026. A votação marcou a derrota do governo de Viktor Orbán, no poder há 16 anos, segundo apuração inicial.
De acordo com a apuração, Magyar informou ter recebido uma ligação de Orbán reconhecendo o resultado e agradecendo aos eleitores do Tisza. A eleição é tensa e vista como a mais competitiva desde 2010.
A votação ocorreu em um contexto de debate sobre economia, serviços públicos, combate à corrupção e a relação da Hungria com a União Europeia e a guerra na Ucrânia. A participação foi elevada, segundo órgãos eleitorais.
Reações internacionais
Na sequência, líderes europeus e da OTAN manifestaram cumprimentos ao Tisza. Fontes oficiais mencionaram comunicações por telefone de representantes de países e instituições da Europa.
O chanceler da Alemanha, o presidente francês e o presidente do Parlamento Europeu teriam elogiado a vitória, ressaltando cooperação europeia, segurança e estabilidade na região.
O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, destacou a defesa dos valores europeus, afirmando que o pleito foi histórico e que abre novo ciclo político no país. Diversas lideranças enfatizaram a importância da democracia.
Magyar afirmou que a vitória do Tisza reflete o apoio à mudança, ao tempo em que ressaltou o compromisso com a cooperação europeia. A partir de agora, o foco passa a ser a transição institucional e propostas do partido.
Orbán, ao reconhecer a derrota, descreveu o resultado como claro e doloroso, anunciando passos para a continuidade do processo político no país. O desfecho abre a possibilidade de novas coalizões e diretrizes.
O pleito também movimentou a agenda internacional, com análises sobre impactos futuros na política interna húngara e na posição do país junto à União Europeia e à OTAN. O desfecho ainda depende de contagens oficiais.
Os próximos dias devem trazer tabelas oficiais de resultados e a definição de formatação da nova maioria no Parlamento, bem como a composição do governo que assumirá o país nos próximos meses.
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