- Priscila Caneparo, professora de direito internacional, afirma que a postura do Irã dificulta o avanço do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, e que é comum a primeira rodada não chegar a um acordo final.
- Segundo ela, a principal dificuldade é a falta de confiança do Irã nos Estados Unidos.
- Caneparo mantém a expectativa de que ambos os países mantenham o cessar-fogo de duas semanas, para evitar aumentos de desconfiança e novos entraves nas negociações.
- Há divergência sobre a inclusão do território libanês no acordo, tema que será discutido na próxima terça-feira entre Israel e Líbano.
- Enquanto o Irã afirma que o Libano faz parte do cessar-fogo, Estados Unidos e Israel dizem que não faz parte, o que pode influenciar os desdobramentos da semana.
Priscila Caneparo, professora de Direito Internacional, afirmou que a postura do Irã dificulta o avanço do cessar-fogo com os Estados Unidos e mantém a negociação instável. A análise foi feita em entrevista aoAgora CNN neste domingo, 12, com foco na primeira rodada de mediação. A especialista e pós-doutora ressaltou a dificuldade de chegar a um acordo definitivo no início do processo.
Ela explicou que mediações costumam enfrentar obstáculos na primeira rodada, sobretudo diante de interesses divergentes entre EUA e Irã. Segundo Caneparo, a façanha de obter um resultado concreto logo no início é pouco provável, mesmo com boa vontade das partes.
A especialista apontou a falta de confiança do Irã nos Estados Unidos como um dos principais entraves para o avanço das negociações. A percepção de insegurança entre as partes eleva a complexidade de manter o cessar-fogo vigente.
Apesar dos entraves, Caneparo indicou que há expectativa de que ambos os países mantenham o acordo de duas semanas, buscando evitar incidentes que agravem a desconfiança e dificultem futuras tratativas.
Divergências sobre o Líbano
As negociações previstas para a próxima terça-feira entre Israel e Líbano foram destacadas como ponto crucial para a estabilidade do cessar-fogo. O Irã sustenta que o Libano faz parte do acordo, ao passo que EUA e Israel divergem dessa leitura. A analista enfatizou a necessidade de acompanhar os desdobramentos da questão na próxima semana.
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