- O Conselho Nacional Eleitoral aponta que o partido Tisza, liderado por Peter Magyar, deve conquistar 135 de 199 assentos, suficiente para maioria de dois terços.
- Magyar ganhou destaque após Judit Varga, ex-ministra da Justiça de Orbán, renunciar a cargos políticos e acusar o governo de corrupção, o que o levou a deixar o partido governista.
- Em eleições europeias de junho de 2024, o novo partido de Magyar conquistou 30% dos votos, ficando em segundo lugar, atrás do Fidesz.
- Entre as propostas, Magyar busca aproximar a Hungria da Europa, terminar com a dependência da energia russa até 2035 e desbloquear fundos da União Europeia.
- Magyar nasceu em 1981, formado em direito, já foi diplomata em Bruxelas e tem três filhos; o líder promete transição pacífica e manter o tom pragmático para não afastar eleitores conservadores.
Peter Magyar, líder do partido Tisza, é apontado pela Justiça Eleitoral como favorito para ocupar 135 dos 199 assentos do Parlamento húngaro, consolidando uma maioria de dois terços. A projeção chegou com 45,7% dos votos apurados.
Magyar ganhou destaque após a saída de Judit Varga, ex-ministra da Justiça de Orbán, que renunciou em meio a controvérsias sobre abuso. O líder oposicionista acusou o governo Fidesz de corrupção e propaganda, rompendo com o partido no poder.
O Tisza conseguiu 30% dos votos nas eleições europeias de junho de 2024, ficando atrás do Fidesz, mas superando a oposição. Magyar defende a integração com o Ocidente, redução da dependência energética da Rússia até 2035 e desbloqueio de fundos europeus.
Apesar de alinhamentos firmes, Magyar busca manter o eleitor conservador. Sua estratégia recebe ecos das táticas de Orbán, com comícios patrióticos e uso intenso de símbolos nacionais.
Magyar nasceu em 1981, formado em Direito. Foi casado com Judit Varga em 2006, teve três filhos e hoje está divorciado. Apoiadores o receberam na sede do Tisza, em Budapeste, com cânticos e a bandeira nacional ao som de My Way.
Em declaração de vitória, Magyar prometeu uma transição pacífica. Ele reforçou que os húngaros votaram pela Europa e pela ampliação de relações pragmáticas com a União Europeia.
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