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Ação de Trump contra reportagem sobre Epstein é rejeitada; pedia US$ 10 bilhões

Justiça federal dos EUA rejeita ação de difamação de Trump contra Wall Street Journal; nova petição corrigida pode ser apresentada

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Alex Brandon/AP
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  • A Justiça Federal dos Estados Unidos rejeitou a ação de difamação de US$ 10 bilhões movida por Donald Trump contra o Wall Street Journal e Rupert Murdoch por reportagem sobre ligações com Jeffrey Epstein.
  • O juiz Darrin P. Gayles decidiu que Trump não comprovou que o artigo foi publicado com intenção maliciosa, mas abriu a possibilidade de uma nova petição corrigida.
  • A Casa Branca não se pronunciou; a Dow Jones (editora do Journal) disse estar satisfeita com a decisão e destacou a confiabilidade das reportagens.
  • Trump afirmou em redes sociais que a decisão não é um encerramento e que apresentará novamente o caso, até 27 de abril.
  • A ação foi ajuizada em julho após a publicação que relembrava uma carta com assinatura atribuída a Trump em um álbum de Epstein; Trump negou ter escrito a carta.

A Justiça Federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira a ação por difamação de 10 bilhões de dólares movida pelo presidente Donald Trump contra o Wall Street Journal e Rupert Murdoch, em relação a uma reportagem sobre suas ligações com Jeffrey Epstein. O tribunal manteve a decisão sem indicar má-fé por parte do veículo ou de Murdoch, mantendo a possibilidade de o presidente apresentar uma nova petição corrigida.

A decisão foi proferida pelo juiz federal Darrin P. Gayles, da Flórida. O magistrado afirmou que Trump não conseguiu comprovar que o artigo foi publicado com intenção maliciosa, requisito para uma difamação. Não houve manifestação pública imediata da Casa Branca sobre o veredito.

A reportagem em questão descreveu uma carta com conotação sexual atribuída a Trump, presente em um álbum de 2003 para o aniversário de Epstein, e citou a divulgação pública do material pelo Congresso. Trump negou ter escrito a carta, classificando a notícia como falsa e difamatória. O Wall Street Journal e a editora Dow Jones apoiaram a confiabilidade das reportagens.

O silêncio da Casa Branca, até o momento, contrasta com a posição do jornal. Um porta-voz da Dow Jones disse estar satisfeito com a decisão judicial e reiterou o compromisso com a precisão das reportagens do The Wall Street Journal.

A decisão abre espaço para que Trump apresente uma nova petição, já corrigida, ainda no âmbito do mesmo processo. Advogados do jornal argumentaram que diversas alegações estavam corretas, enquanto a defesa do presidente sustenta que há dúvidas sobre a autoria da carta.

Contexto e desdobramentos

A ação de difamação foi iniciada em julho, após a publicação da matéria que retomou o histórico relacionamento do ex-presidente com Epstein. A imprensa acompanha os desdobramentos legais ligados aos arquivos de Epstein e às investigações associadas. A decisão não encerra o caso, apenas permite nova tentativa de fundamentação.

O caso faz parte de uma série de episódios envolvendo Trump e reportagens críticas a seu governo. A reportagem em 2003 voltou a ganhar relevância no debate público quando o Congresso tornou públicos documentos relacionados ao espólio de Epstein.

A reportagem continua sob análise judicial, com foco na possibilidade de novas petições que possam sustentar as alegações de difamação. O tribunal avaliou apenas a existência de má-fé comprovada no momento da publicação, não a autoria definitiva da carta.

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