- Aliados da Otan afirmaram que não participariam do bloqueio ao Estreito de Ormuz proposto por Donald Trump.
- Trump disse que o bloqueio começaria em breve e envolveria outros países, sendo aplicado apenas a navios que partem ou vão para portos iranianos.
- Reino Unido e França reiteraram que não apoiarão o bloqueio; Macron falou em conferência para criar missão multinacional que restabeleça a navegação no estreito.
- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que não será arrastado para a guerra e que não apoiará o bloqueio.
- A Otan poderia atuar com uma missão defensiva no estreito se os 32 membros chegarem a um acordo, conforme discutido para futuras respostas coletivas.
Os aliados da Otan se recusaram a aderir ao plano dos EUA de bloquear o Estreito de Ormuz, em meio a tensões crescentes dentro da aliança. O objetivo declarado pelo presidente Donald Trump era interromper todo o tráfego marítimo na hidrovia após falhas nas negociações com o Irã.
Trump informou que tropas americanas cooperariam com outros países para impedir a passagem de navios na hidrovia, com início previsto para as 11h (horário de Brasília) de segunda-feira. O bloqueio, segundo militares dos EUA, atingiria apenas navios com origem ou destino em portos iranianos.
Os principais aliados, entre eles Reino Unido e França, rejeitaram o envolvimento. Eles destacaram a importância de manter a rota de navegação — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — e afirmaram que abrir a hidrovia é essencial, mesmo diante do conflito com o Irã que se arrasta desde 28 de fevereiro.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido não apoiaria o bloqueio, reiterando que não seria arrastado para a guerra, mesmo sob pressão. Diplomatas indicaram que a Otan poderia atuar mediante uma missão comum apenas se houvesse acordo duradouro com o Irã e proteção aos navios navegando pela região.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, informou a governos europeus que Trump busca compromissos concretos para proteger o Estreito de Ormuz, sugerindo a formação de uma missão com os 32 membros da aliança. Alguns países europeus sinalizam disposição de ajudar apenas em cenário de cessar-fogo e acordo com o Irã.
França e Reino Unido, entre outros, discutem iniciativas para restabelecer a navegação no estreito. Macron anunciou, em redes sociais, que Paris trabalha com parceiros para organizar uma missão multinacional estritamente defensiva, a ser lançada assim que a situação permitir.
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