- A obra Exile, barco feito de tambores de aço usado para levar cubanos pelo estreito da Flórida, é o foco da exposição de Antonia Wright e Ruben Millares na galeria Piero Atchugarry, em Miami, até 2 de maio.
- O barco foi resgatado na orla de Key Biscayne em 2022 e mostra a viagem de 93 milhas entre Cuba e os Estados Unidos em embarcações improvisadas.
- A mostra destaca a escolha desesperada dos cubanos entre permanecer em Cuba, em declínio aparente, ou tentar chegar aos EUA, onde não são bem recebidos por muitos.
- Artistas e críticos discutem a severa crise em Cuba, com relatos sobre precariedade de serviços públicos, saúde e repressão governamental.
- Desde 2021, mais de um milhão de cubanos deixaram a ilha; políticas americanas sobre imigração foram alteradas, removendo o programa Wet Foot, Dry Foot e criando incertezas para recém-chegados.
O drama político e humano em Cuba ganha presença internacional por meio da arte. Em Miami, artistas refletem a escolha desesperadora dos cubanos entre permanecer em um país em crise e arriscar a vida em uma travessia perigosa até os EUA.
A mostra Exile, curada na Piero Atchugarry Gallery, reúne a obra de Antonia Wright e Ruben Millares. O ponto central é uma embarcação feita de barris de aço, salvaguardada na década passada, que simboliza a fuga em direção ao norte.
A obra, criada a partir de destroços encontrados em Key Biscayne, permanece até 2 de maio na galeria. O diálogo entre as peças busca apresentar as realidades vividas por migrantes que enfrentam 93 milhas marítimas entre Cuba e a Flórida.
A crise cubana é descrita por artistas e crítica como devastadora, com fome, escassez de combustível e serviços públicos comprometidos. A cobertura menciona ainda a persistência do governo de Díaz-Canel em restringir liberdades e prender dissidentes.
Vozes de Cuba e da diáspora destacam o peso dessa situação. Um grupo de artistas reforça a ideia de que a experiência da migração não se resume à empatia, mas à incorporação de vivências que vão além da mera compreensão.
Apenas nos últimos anos, mais de um milhão de cubanos deixaram o país, principalmente em busca de asilo ou parcerias de proteção nos EUA. A mudança de políticas migratórias americanas influenciou o fluxo, mantendo a pressão por respostas internacionais.
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