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EUA desativam minas navais no Estreito de Ormuz

Bloqueio americano no Estreito de Ormuz visa localizar e desativar minas iranianas, usando ALMDS e veículos subaquáticos para manter o tráfego seguro

Imagem ilustrativa do Estreito de Ormuz
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  • O bloqueio dos EUA ao Estreito de Ormuz começou na segunda-feira (13) e inclui a localização e desativação de minas deixadas pelo Irã no corredor marítimo.
  • As minas representam grande desafio para companhias de seguro e para navios que passam pelo estreito, e o objetivo é tornar a passagem mais segura para o tráfego.
  • O processo envolve localizar minas na superfície, com helicópteros MH-60 Sierra equipados com o Sistema Aéreo de Detecção de Minas por Laser (ALMDS), e minas no fundo usando veículos subaquáticos não tripulados.
  • Dados coletados são enviados a um navio de guerra, que cria mapas das minas e determina a estratégia de destruição, incluindo detonação remota para minas acústicas.
  • Minas ancoradas são neutralizadas com cabos submarinos que cortam as correntes que as prendem; minas que detonar por contato são destruídas por veículos subaquáticos descartáveis, como o Archerfish.

O bloqueio americano ao Estreito de Ormuz, iniciado na segunda-feira, 13, visa impedir a passagem de petróleo e, ao mesmo tempo, localizar e desativar minas deixadas pelo Irã no corredor estratégico entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. A operação busca manter o tráfego naval estável e reduzir ameaças à navegação na região.

Segundo o editor de Internacional da CNN Brasil, a atuação não se restringe aos portos iranianos. Há uma preocupação crítica com as minas navais espalhadas pelo estreito, que representam grande desafio para seguradoras e navios que operam na rota. Mesmo com garantias de segurança, a localização das minas continua incerta.

A busca pelas minas começa pela superfície e pelo fundo do mar. Helicópteros MH-60 Sierra, equipados com o ALMDS, identificam minas flutuantes por meio de feixes de laser. Já para as que ficam no leito, a Marinha utiliza veículos subaquáticos não tripulados (UUVs) com sensores e sonares.

As informações coletadas são transmitidas a um navio de guerra americano, onde especialistas mapeiam a posição das minas e definem estratégias de neutralização conforme o tipo de detonação. A coordenação entre sensores e plataformas é essencial para a operação.

Para minas acústicas, que detonaem por ruídos, há dispositivos a bordo capazes de replicar frequências sonoras de motores ou hélices, acionando o gatilho de forma controlada a distância. Já as minas por contato são neutralizadas por UUVs descartáveis, como o Archerfish, que acionam sua própria carga explosiva.

Em minas ancoradas no leito, a técnica envolve o uso de cabos submarinos para cortar as correntes que prendem os explosivos à água, permitindo a remoção segura. O objetivo é manter o estreito livre para o tráfego internacional de mercadorias.

O Estreito de Ormuz, com cerca de 30 quilômetros na travessia mais estreita, continua sendo uma rota crítica para o petróleo mundial. A desativação das minas busca reduzir riscos para navios comerciais e para as operações de seguro na região.

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