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EUA poderiam bloquear portos do Irã e desativar minas no Estreito de Ormuz

EUA pretendem bloquear portos iranianos e iniciar remoção de minas em Ormuz, pressionando o Irã e controlando o tráfego, com risco de escalada

Trump indicou que a missão pode ter um alcance ainda maior
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  • A ordem de bloqueio aos portos iranianos entraria em vigor às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira, 13, segundo o Comando Central dos EUA.
  • O objetivo é pressionar o Irã ao interromper o fluxo de comércio de energia, abrangendo portos dentro e fora do estreito de Ormuz.
  • A Marinha dos Estados Unidos iniciou operações de desminagem no estreito, com dois destróieres com mísseis guiados na região para preparar a remoção de minas.
  • Em vez de um bloqueio total, a opção mais provável é uma aplicação seletiva de cobrança de navios, sob o “direito de presa” do direito internacional.
  • A remoção de minas deve usar drones submarinos, navios especializados e helicópteros; especialistas alertam para limitações da capacidade dos EUA e a possível necessidade de apoio de aliados.

O governo dos EUA discute a possibilidade de bloquear os portos do Irã e retirar minas do estreito de Ormuz, ação anunciada por Donald Trump para começar nesta segunda-feira, 13. A medida envolve a Marinha dos EUA e busca pressionar Teerã sem indicar data final.

Segundo o Comando Central dos EUA, a ordem abrangeria todos os portos iranianos, dentro e fora do estreito, abrindo passagem para o comércio global de energia sob controle iraniano desde o início do conflito. O objetivo é aumentar a pressão econômica sobre o Irã.

Trump informou que a missão pode se estender além do Golfo Pérsico, com a Marinha buscando interceptar embarcações que pagaram pedágio ao Irã em águas internacionais. A defesa afirma que ninguém que atue ilegalmente terá passagem segura.

A operação de desminagem teve início no fim de semana, com dois destróieres movidos por mísseis guiados entrando na região para preparar o terreno para a remoção das minas. O objetivo é restabelecer a navegação segura no estreito.

Mudança no conflito

A atuação da Marinha marca uma transição do conflito, que até então ocorreu principalmente por vias aéreas. Avanços no uso de porta-aviões e aeronaves navais já foram executados, mas o bloqueio naval envolve riscos estratégicos maiores.

Especialistas descrevem o bloqueio como operação de alto risco, sobretudo se o Irã reagir com minas, drones marítimos e mísseis de curto alcance. A viabilidade depende da superioridade marítima dos EUA e da cooperação de aliados.

Quais são os caminhos legais?

O direito de presa permite a apreensão seletiva de navios inimigos em guerra, com inspeções a embarcações neutras. Em vez de um bloqueio total, a intervenção pode privilegiar interferência específica no tráfego para pressionar o Irã economicamente.

Para implementar qualquer bloqueio, as autoridades devem declarar a medida, avisar embarcações, demonstrar efetividade e atuar de forma imparcial, sem bloquear portos neutros ou estreitos vitais para a navegação global.

Minas e desminagem

O Irã instalou minas no estreito de Ormuz, segundo relatos de inteligência. Desminagem envolve drones submarinos, navios especializados e helicópteros, com técnicas de varredura e detecção por sonar. A disponibilidade de navios de desminagem dos EUA é discutida entre especialistas.

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