- Secretaria de Gobernación registrou mil oitocentos setenta e três novos pedidos de associações religiosas, sendo mil duzentos e setenta ligados a igrejas evangélicas (69%) e quatrocentos e cinquenta e nove católicas (24%).
- Em dois mil e vinte e quatro houve trezentos pedidos, o maior da série histórica; em dois mil e vinte e cinco foram duzentas e vinte e quatro solicitações, indicando continuidade do crescimento.
- As igrejas evangélicas lideram os pedidos acumulados, com mil e cento e um; as católicas somam quatrocentos e vinte.
- Ao todo, o México tem dez mil quinhentas e sessenta e oito associações registradas; 6.724 são cristãs não católicas (63%), e 3.756 são católicas (35%).
- A distribuição regional é mais intensa em Veracruz, Estado do México, Nuevo León, Tamaulipas, Chiapas, Coahuila, Guanajuato, Baja California, Jalisco e San Luis Potosí; os templos católicos recuaram de quarenta e seis mil, em mil novecentos nonenta e dois, para trinta e cinco mil novecentos em dois mil e vinte e quatro, enquanto os evangélicos mantêm cerca de cinquenta e dois mil locais. A Igreja Católica enfrenta queda de vocações, com média anual de ordenações em torno de duzentas e cinquenta e surgimento de menos de treze mil sacerdotes.
O México registra crescimento expressivo das igrejas evangélicas, em meio a uma redução da presença católica em indicadores religiosos. Dados da Secretaria de Gobernación (Segob) mostram aumento de registros de associações religiosas, com destaque para o segmento evangélico.
Entre 2014 e 2024, foram 1.873 novas associações, das quais 1.270 ligadas a igrejas cristãs evangélicas, ou 69% do total. As católicas somaram 459 registros, 24%. Mesmo com recuo entre 2020 e 2021, houve recuperação nos anos seguintes.
Em 2024, 300 pedidos foram registrados, o maior da série, e em 2025 houve 224 solicitações, mantendo a tendência de crescimento. As igrejas evangélicas também lideram em pedidos acumulados, com 1.081, ante 420 das católicas.
Panorama atual das associações
Atualmente, o México soma 10.568 organizações religiosas registradas. Destas, 6.724 são confissões cristãs não católicas (63%), e 3.756 são católicas (35%). A distribuição revela concentração em estados específicos.
Veracruz (779), Estado do México (772) e Nuevo León (699) aparecem entre as maiores quantidades de associações. Outros estados com números expressivos são Tamaulipas, Chiapas, Coahuila, Guanajuato, Baja California, Jalisco e San Luis Potosí.
Tendências por templos e vocações
Levantamentos do Inegi indicam queda no número de templos católicos ao longo de décadas: 46 mil em 1992, 36,5 mil em 2019 e 35,9 mil em 2024. A redução está ligada a falta de pessoal para manter as atividades.
Em contraste, templos evangélicos mantêm-se estáveis com leve crescimento, de 52 mil em 2019 para 52,5 mil em 2024. Muitas dessas casas de culto funcionam em residências adaptadas, sinalizando flexibilidade.
Para o pesquisador Elio Masferrer, a escassez de vocações é um desafio para a Igreja Católica. A média anual de ordens sacerdotais fica em torno de 250, com queda contínua, e o país tem menos de 13 mil sacerdotes.
Ele aponta que, para suprir demanda e manter templos, a igreja tem recorrido a religiosos vindos da África e da Ásia, conforme o Evangelico Digital. Essas informações ajudam a entender a dinâmica religiosa no país.
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