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Hezbollah: origem e características do grupo libanês

Diplomatas de Israel e do Líbano reúnem-se em Washington para discutir confrontos com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã considerado terrorista por alguns países

Soldados israelenses mostram uma bandeira do Hezbollah quando voltam da ação contra os guerrilheiros do Hezbollah no sul do Líbano, 25 de julho de 2006, na fronteira israelo-libanesa, perto da comunidade de Avivim
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  • Diplomatas de Israel e do Líbano devem se reunir em Washington nos próximos dias para discutir os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã, que ameaçam o cessar-fogo entre EUA e Irã.
  • O Hezbollah foi fundado em mil novecentos e oitenta e dois, durante a guerra civil libanesa, pela Guarda Revolucionária do Irã, para combater a ocupação israelense no sul do Líbano.
  • Em dois mil e seis, o grupo travou uma guerra de cinco semanas contra Israel; o arsenal do Hezbollah cresceu desde então, com milhares de rockets e mísseis estimados pela CIA em até cento e cinquenta mil em dois mil e vinte.
  • O grupo tem atuação regional, apoiando o Hamas e aliados do Irã, ajudando Bashar al-Assad na Síria e mantendo influência política no Líbano; há acusações de envolvimento em conflitos no Iêmen, que o Hezbollah nega.
  • Países como Estados Unidos e alguns membros da União Europeia designam o Hezbollah como grupo terrorista, enquanto o grupo nega participação em ataques específicos e ressalta sua atuação política no Líbano.

O envio de diplomatas de Israel e do Líbano a Washington marca uma rodada de conversas para discutir os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo militante apoiado pelo Irã. A reunião, prevista para os próximos dias, busca impedir que o cessar-fogo vigente seja minado.

A tensão envolve o Hezbollah e Israel desde 2023, com ações de retaliação na fronteira e ataques aéreos. O grupo está ligado ao Irã e mantém pressão sobre a área, mesmo com acordos firmados previamente.

Segundo o Hezbollah, o líder Hassan Nasrallah afirmou, em comunicado lido pela emissora Al Manar, que o grupo não encerra a luta contra Israel. A declaração também cobra que o governo libanês não participe de negociações diretas com Israel.

O Hezbollah foi criado em 1982 pela Guarda Revolucionária do Irã, no contexto da guerra civil libanesa. O objetivo inicial era enfrentar a ocupação israelense no sul do Líbano e exportar a Revolução Islâmica de 1979.

O grupo ampliou seu arsenal ao longo dos anos, com estimativas diversas sobre o contingente de combatentes e de foguetes. Em 2020, o CIA World Factbook apontava até 150 mil foguetes; a estimativa de combatentes variava em torno de dezenas de milhares.

Entre 2006 e 2024, o Hezbollah protagonizou conflitos que influenciaram a região. O grupo manteve ligações com o Hamas e atuou como parte de um eixo apoiado pelo Irã, engajando-se em guerras na Síria e, segundo algumas leituras, apoiando ações no Iêmen.

A atuação regional do Hezbollah é marcada pela participação em políticas locais e por tensões com adversários libaneses. O grupo entrou na política libanesa em 1992 e conquistou força parlamentar em 2008, com participação reduzida após 2022.

Países ocidentais classificam o Hezbollah como grupo terrorista, citando ataques de 1983 no Líbano e ataques a embaixadas e quartéis. A UE designou sua ala militar como terrorista em alguns contextos, enquanto outros governos mantêm distinções entre alas militar e política.

Contexto do conflito

O Hezbollah tem atuado como aliado do Irã e de governos e militantes regionais desde a década de 2000. A escalada recente envolve operações na fronteira com Israel e repercussões no Líbano, com efeitos sobre a população civil.

Situação no Líbano e no Irã

No Líbano, autoridades de saúde registram milhares de mortos e feridos desde novos confrontos. No cenário regional, o grupo continua influente, apesar de críticas internas sobre o impacto de suas estratégias na economia libanesa.

Notas sobre fontes oficiais indicam a necessidade de acompanhar as próximas sessões em Washington para esclarecer cenários de cessar-fogo e potenciais desdobramentos diplomáticos entre as partes envolvidas.

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