- Diplomatas de Israel e do Líbano devem se reunir em Washington nos próximos dias para discutir os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã, que ameaçam o cessar-fogo entre EUA e Irã.
- O Hezbollah foi fundado em mil novecentos e oitenta e dois, durante a guerra civil libanesa, pela Guarda Revolucionária do Irã, para combater a ocupação israelense no sul do Líbano.
- Em dois mil e seis, o grupo travou uma guerra de cinco semanas contra Israel; o arsenal do Hezbollah cresceu desde então, com milhares de rockets e mísseis estimados pela CIA em até cento e cinquenta mil em dois mil e vinte.
- O grupo tem atuação regional, apoiando o Hamas e aliados do Irã, ajudando Bashar al-Assad na Síria e mantendo influência política no Líbano; há acusações de envolvimento em conflitos no Iêmen, que o Hezbollah nega.
- Países como Estados Unidos e alguns membros da União Europeia designam o Hezbollah como grupo terrorista, enquanto o grupo nega participação em ataques específicos e ressalta sua atuação política no Líbano.
O envio de diplomatas de Israel e do Líbano a Washington marca uma rodada de conversas para discutir os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo militante apoiado pelo Irã. A reunião, prevista para os próximos dias, busca impedir que o cessar-fogo vigente seja minado.
A tensão envolve o Hezbollah e Israel desde 2023, com ações de retaliação na fronteira e ataques aéreos. O grupo está ligado ao Irã e mantém pressão sobre a área, mesmo com acordos firmados previamente.
Segundo o Hezbollah, o líder Hassan Nasrallah afirmou, em comunicado lido pela emissora Al Manar, que o grupo não encerra a luta contra Israel. A declaração também cobra que o governo libanês não participe de negociações diretas com Israel.
O Hezbollah foi criado em 1982 pela Guarda Revolucionária do Irã, no contexto da guerra civil libanesa. O objetivo inicial era enfrentar a ocupação israelense no sul do Líbano e exportar a Revolução Islâmica de 1979.
O grupo ampliou seu arsenal ao longo dos anos, com estimativas diversas sobre o contingente de combatentes e de foguetes. Em 2020, o CIA World Factbook apontava até 150 mil foguetes; a estimativa de combatentes variava em torno de dezenas de milhares.
Entre 2006 e 2024, o Hezbollah protagonizou conflitos que influenciaram a região. O grupo manteve ligações com o Hamas e atuou como parte de um eixo apoiado pelo Irã, engajando-se em guerras na Síria e, segundo algumas leituras, apoiando ações no Iêmen.
A atuação regional do Hezbollah é marcada pela participação em políticas locais e por tensões com adversários libaneses. O grupo entrou na política libanesa em 1992 e conquistou força parlamentar em 2008, com participação reduzida após 2022.
Países ocidentais classificam o Hezbollah como grupo terrorista, citando ataques de 1983 no Líbano e ataques a embaixadas e quartéis. A UE designou sua ala militar como terrorista em alguns contextos, enquanto outros governos mantêm distinções entre alas militar e política.
Contexto do conflito
O Hezbollah tem atuado como aliado do Irã e de governos e militantes regionais desde a década de 2000. A escalada recente envolve operações na fronteira com Israel e repercussões no Líbano, com efeitos sobre a população civil.
Situação no Líbano e no Irã
No Líbano, autoridades de saúde registram milhares de mortos e feridos desde novos confrontos. No cenário regional, o grupo continua influente, apesar de críticas internas sobre o impacto de suas estratégias na economia libanesa.
Notas sobre fontes oficiais indicam a necessidade de acompanhar as próximas sessões em Washington para esclarecer cenários de cessar-fogo e potenciais desdobramentos diplomáticos entre as partes envolvidas.
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