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Irã ameaça retaliar portos do Golfo por bloqueio dos EUA

Bloqueio naval dos EUA entra em vigor; Irã ameaça retaliar portos vizinhos do Golfo, mantendo o cessar-fogo em risco

Embarcação no Estreito de Hormuz em Omã
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  • As Forças Armadas dos EUA vão bloquear, a partir das 11h de Brasília desta segunda, 13, navios que saem dos portos do Irã, aplicando-se a embarcações de todas as nações.
  • O Irã ameaçou retaliar os portos de seus vizinhos no Golfo caso o bloqueio siga, após negociações do fim de semana sem acordo para encerrar a guerra.
  • O cessar-fogo está em risco, com Washington afirmando que Teerã rejeitou as demandas nas negociações em Islamabad.
  • O estreito de Hormuz continua sob controle iraniano, com passagem permitida apenas mediante pedágio, contribuindo para quedas/volatilidade no fornecimento de petróleo.
  • Dois navios-tanque ligados ao Irã, Aurora e New Future, deixaram o estreito pouco antes do início do bloqueio; o Irã classifica restrições dos EUA como ilegal.

O Pentágono informou que iniciará um bloqueio aos navios que deixam os portos do Irã a partir desta segunda-feira, 13. A medida afeta embarcações de todas as nações que circulam pelo Golfo, incluindo o Golfo Arábico e o Golfo de Omã. Teerã respondeu com a ameaça de retaliação aos portos de seus vizinhos. A medida foi anunciada após negociações de fim de semana não conseguirem chegar a um acordo para encerrar a guerra, deixando o cessar-fogo em risco.

O bloqueio entra em vigor às 11h no horário de Brasília, segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA. A operação promete agir de forma uniforme, com fiscalização de navios que entram ou saem dos portos iranianos e de áreas costeiras da região.

Duas embarcações-tanque ligadas ao Irã, o Aurora e o New Future, partiram do estreito pouco antes do início do bloqueio, segundo dados da operadora LSEG. Essas fontes indicam que os navios carregavam combustíveis e diesel e estavam próximos de concluir a travessia.

O Irã reagiu publicamente às medidas americanas, classificando quaisquer restrições a navios em águas internacionais como ilegais e comparando-as a pirataria. O porta-voz das Forças Armadas iranianas indicou que nenhum porto no Golfo ou no Golfo de Omã ficaria seguro caso haja aproximação de embarcações militares adversárias.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que navios militares que se aproximarem do estreito poderão ser considerados violadores do cessar-fogo, elevando a tensão na região. A situação complica as chances de um acordo duradouro para a paralisação de ataques entre EUA e Israel.

Aipes de Washington indicaram que Teerã rejeitou demandas-chave durante negociações em Islamabad, a mais alta rodada desde a Revolução Islâmica de 1979. Fontes próximas às negociações citaram divergências sobre garantias de cumprimento do cessar-fogo e temas de longo prazo.

Analistas destacam que a pressão sobre o Estreito de Ormuz permanece alta, com impacto direto sobre os preços do petróleo. O comércio mundial já sinalizou impactos com a interrupção, e a reabertura rápida do estreito não é esperada no curto prazo.

Especialistas ouvidos pelo jornal reiteram que a situação é volátil e que o tempo para chegar a um acordo é limitado. O cessar-fogo, se mantido, depende de avanços diplomáticos que ainda não foram alcançados, apontam observadores.

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