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Papa Leão XIV critica violações do direito internacional por potências

Papa Leão XIV condena violações do direito internacional por potências neocoloniais durante viagem pela África, após críticas de Donald Trump

Papa Leão XIV visita a Argélia
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  • O papa Leão XIV criticou duras violações do direito internacional por potências neocoloniais durante discurso na Argélia, na viagem pela África.
  • Disse que o futuro pertence àqueles que não se deixam cegar pelo poder ou pela riqueza e que quem domina outras pessoas destroi o mundo.
  • Trump chamou Leão XIV de “terrível”; o papa afirmou que continuará se manifestando contra a guerra e promovendo paz e diálogo, mesmo diante dessas críticas.
  • A viagem envolve onze cidades em Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, percorre quase dezoito mil quilômetros em dezoito voos, com vinte e cinco discursos programados em dez dias.
  • Entre os temas esperados estão justiça, solidariedade, diálogo inter-religioso e combate à corrupção; o itinerário inclui visita à Grande Mesquita de Argel e a ruínas de Hipona em Annaba.

O Papa Leão XIV criticou, nesta segunda-feira, 13, violações do direito internacional por potências consideradas neocoloniais, durante uma viagem pastoral pela África. A fala ocorreu no momento em que o pontífice visitava a Argélia e fazia cobranças sobre a paz e o diálogo entre nações.

O pontífice, que é o líder da Igreja Católica e tem cerca de 1,4 bilhão de fiéis, afirmou aos líderes argelinos que viaja como testemunha da paz. Ele destacou que o futuro pertence àqueles que não se deixam corromper pelo poder ou pela riqueza, e que a dominação de outras partes do mundo tende a causar danos globais.

O Vaticano não citou países específicos na crítica, mas o discurso acompanha críticas globais recentes à violência e às guerras. Leão XIV também tem sido crítico de conflitos envolvendo o Irã e declarou, em outro momento recente, a necessidade de paz no mundo.

Durante o voo de Roma a Argel, informou à Reuters que vai manter a postura de se manifestar contra a guerra. Ele reiterou que não quer entrar em debate com Trump, mas continuará a defender diálogo e relações multilaterais.

Continuidade de posicionamento

A viagem papal está entre as mais exigentes dos últimos anos, com roteiro por 11 cidades na Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, somando quase 18 mil quilômetros em 18 voos. O objetivo é chamar a atenção internacional para a situação da África.

Na Argélia, Leão XIV pediu aos governos locais que construam sociedades baseadas na justiça e na solidariedade, especialmente diante de violações do direito internacional e de tendências neocoloniais. A fala ocorreu antes de encontros com autoridades do país.

O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, disse que a turnê busca temas como exploração de recursos, diálogo inter-religioso e combate à corrupção. Em Camarões e Guiné Equatorial, governos com críticas de direitos humanos foram citados como contextos para debates.

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