- O Papa Leão XIV iniciou nesta segunda-feira (13) uma viagem de dez dias por quatro países africanos — Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial —, passando por 11 cidades e percorrendo quase 18 mil quilômetros em 18 voos.
- O objetivo é instar os líderes mundiais a atender às necessidades do continente, onde reside mais de um quinto dos católicos do mundo.
- Na Argélia, país predominantemente muçulmano com menos de dez mil católicos em cerca de quarenta e oito milhões de pessoas, pela primeira vez receberá um papa católico.
- O pontífice, de 70 anos, realiza uma das viagens mais complexas para um líder da Igreja em décadas; mais de vinte por cento dos católicos do mundo vivem na África, e os países visitados têm populações onde mais da metade se identifica como católica.
- O início da viagem ocorre em meio a atritos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o criticou publicamente; o Papa afirmou que continuará a se manifestar contra a guerra e promover paz e diálogo, sem entrar em debate com o líder americano.
O Papa Leão XIV iniciou nesta segunda-feira 13 uma viagem de dez dias por quatro países africanos, buscando sensibilizar líderes globais para atender às necessidades do continente, onde vive cerca de 20% dos católicos do mundo. A saída ocorreu em Argel, capital da Argélia, onde foi recebido pelo presidente Abdelmadjid Tebboune e autoridades locais.
A itineração envolve visita a 11 cidades, com quase 18 mil quilômetros percorridos em 18 voos. Entre os destinos estão Camarões, Angola e Guiné Equatorial. O pontífice, de 70 anos, realiza uma das viagens mais complexas para um papa em décadas.
Segundo o Vaticano, mais de um quinto dos católicos reside na África, e os três países subsaarianos visitados possuem populações com maioria católica. A Argélia, porém, é majoritariamente muçulmana e terá pela primeira vez a visita de um papa, com menos de 10 mil católicos entre 48 milhões de habitantes.
Crise entre o papa Leão XIV e Donald Trump
O relacionamento com o presidente dos EUA ganhou contorno após publicações do presidente Donald Trump, que questionou a atuação do papa. Trump afirmou que o pontífice é fraco no combate ao crime e crítico de política externa, sem apresentar provas.
Em resposta, o Vaticano informou que Leão XIV seguirá manifestando-se contra a guerra e buscando diálogo, sem entrar em embates pessoais. O papa ressaltou, em entrevista à Reuters, que não pretende deturpar a mensagem do Evangelho e manterá o foco em paz e soluções justas por meio do multilateralismo.
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