- Trump chamou o papa Leão XIV de “terrível” e “fraco”; o pontífice respondeu que não tem medo e continuará falando a mensagem do Evangelho.
- O confronto é o mais explícito entre os dois desde a eleição do papa americano Robert Prevost; Leão XIV viaja pela África em uma viagem de dez dias.
- Trump publicou uma mensagem com uma imagem criada por inteligência artificial em que aparece como Jesus, que mais tarde foi apagada; ele disse que não vai se desculpar.
- O Papa tem feito apelos pelo fim da guerra no Irã e, durante uma vigília na Basílica de São Pedro, pediu paz, diálogo e multilateralismo.
- Na Itália, o presidente Sergio Mattarella, a primeira-ministra Giorgia Meloni e a Conferência Episcopal Italiana condenaram as palavras de Trump e apoiaram o papa.
Após ser alvo de ofensa pública por Donald Trump, o papa Leão 14 reagiu nesta segunda-feira. O ataque ocorreu após Trump chamá-lo de fraco e terrível, durante mensagens recentes. O pontífice afirmou que não teme a administração Trump e manterá sua atuação evangelha.
A resposta foi dada durante o voo de Roma para Argel, na primeira etapa de uma viagem de dez dias pela África. Leão14 disse que não é político e não busca confronto, mas que falará alto contra a guerra e pela paz, diálogo e multilateralismo.
Horas antes, Trump publicou mensagem na qual atacou o papa. O presidente acusou o líder religioso de ser fraco com a criminalidade e terrível na política externa, e disse que Leão14 deveria agradecer por ter nascido nos EUA. Ele também afirmou não se desculpar.
Reação internacional e contexto
Ao redor da Europa, integrantes de governos acusaram o tom do dono da Casa Branca de inadequado. A Itália, por exemplo, teve apoio de autoridades que discutiram a relação entre o Vaticano e Washington durante o período de tensões.
A Resistência de Leão14 foi seguida de manifestações de apoio de autoridades italianas. A presidente da República e a primeira ministra divulgaram mensagens em defesa do papado e de buscar paz, diálogo e cooperação internacional.
A Conferência Episcopal Italiana reforçou que o papa não é adversário político e sim líder espiritual, destacando que sua voz pede dignidade humana, diálogo e responsabilidade em tempos de conflito.
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