- A prisão de Alexandre Ramagem pelo ICE ocorreu em Orlando, resultando de cooperação policial internacional entre o Brasil e os EUA.
- Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação do STF a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão, por organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito.
- O governo brasileiro solicitou a extradição de Ramagem; o pedido foi entregue pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado no fim de 2025.
- Ramagem consta na lista de foragidos procurados pela Interpol; o local de detenção não foi informado.
- Em fevereiro, Ramagem prestou depoimento por videoconferência ao STF na ação penal vinculada à trama golpista que estava suspensa e voltou a tramitar após ele perder o mandato.
A Polícia Federal informou que a prisão de Alexandre Ramagem pelo serviço de imigração dos Estados Unidos, o ICE, decorreu de cooperação policial internacional entre a PF e autoridades dos EUA. Ramagem foi detido na cidade de Orlando, nos EUA. A PF destacou que a ação integra combate ao crime organizado.
Segundo a PF, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação em processos por organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito. O status no site do ICE indica que ele está “sob custódia”.
O ex-deputado fugiu do Brasil em setembro do ano passado, após ser condenado pelo STF a 16 anos de prisão. Ele deixou o país pela fronteira com a Guiana, viajando com passaporte diplomático, que não foi apreendido. Ramagem também figura na lista de procurados da Interpol e teve pedido de extradição encaminhado aos EUA em dezembro de 2025.
Em fevereiro, Ramagem prestou depoimento por videoconferência ao STF na ação penal da trama golpista, que voltou a tramitar após a perda de seu mandato. Ele já havia sido diretor-geral da Abin (2019-2022) e teve o mandato na Câmara cassado em dezembro de 2025.
Situação jurídica e próximos passos
- Ramagem permanece detido nos EUA, conforme informações oficiais.
- O governo brasileiro solicitou formalmente a extradição ao Departamento de Estado, após encaminhamento pela Embaixada do Brasil em Washington.
- O caso envolve cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas no enfrentamento a crimes de alta gravidade.
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