- A Coreia do Norte condenou o Relatório Diplomático Anual do Japão, que descreve o país como possuidor de armas nucleares, chamando-o de “grande provocação” e de violação de sua soberania.
- A declaração, publicada pela mídia estatal KCNA, afirma que o Livro Azul Diplomático japonês 2026 descreve as capacidades nucleares da Coreia do Norte e invade seus direitos soberanos.
- O governo norte‑coreano classifica o apelo de Tóquio pelo desmantelamento completo, verificável e irreversível das armas nucleares como uma posição “anacrônica e evasiva”, e diz que o programa é para autodefesa.
- A Coreia do Norte já havia criticado a ambição do Japão de possuir armas nucleares e a cooperação de Tóquio com os Estados Unidos no desenvolvimento de mísseis.
- O líder Kim Jong‑un disse, em discurso à Assembleia Popular Superior, que a guerra dos EUA com o Irã demonstra que manter armas nucleares foi a decisão correta, afirmando que o status nuclear norte‑coreano é irreversível.
A Coreia do Norte condenou o relatório diplomático anual do Japão, o Livro Azul Diplomático 2026, que descreve o país como possuidor de armas nucleares. A acusação de que a descrição invade os direitos soberanos foi publicada pela agência de notícias KCNA nesta terça-feira (14), em horário de Brasília.
Uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano afirmou, em comunicado divulgado pela KCNA, que a exigência japonesa de desmantelamento completo das armas nucleares, verificado e irreversível, é uma afirmação anacrônica e evasiva. O texto também sustenta que o programa nuclear da Coreia do Norte existe para autodefesa.
A Coreia do Norte já tinha criticado a ambição do Japão de possuir armas nucleares e a cooperação com os Estados Unidos no desenvolvimento de mísseis. Além disso, o regime informou neste mês sobre testes de vários mísseis, incluindo modelos com bombas de fragmentação capazes de danificar infraestruturas.
Contexto e discursos
O líder Kim Jong-un afirmou, em discurso à Assembleia Popular Suprema em março, que a guerra entre os Estados Unidos e o Irã serve como indicação de que manter armas nucleares foi a decisão correta. Segundo ele, Washington protagonizou atos de terrorismo e agressão patrocinados pelo Estado, e a situação atual comprova a justificativa para rejeitar pressões externas.
Kim também afirmou que o status nuclear da Coreia do Norte é irreversível, ressaltando que o país não abandonaria seu arsenal. As declarações foram apresentadas como resposta às pressões internacionais sobre o programa.
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