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Espanha aproxima-se da China; Sánchez apoia papel de Pequim no Oriente Médio

Sánchez anuncia dezenove acordos bilaterais com a China e inicia diálogo estratégico, pedindo que Pequim ajude a mediar a paz no Oriente Médio

Spanish Prime Minister Pedro Sanchez gestures as he speaks during a press conference in Beijing, China, 14 April 2026.
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  • O premiê Pedro Sánchez anunciou dezenove acordos bilaterais com a China para fortalecer laços econômicos, além de abrir um início de “diálogo estratégico” entre os dois países.
  • Sánchez defendeu o papel da China na estabilidade internacional e pediu que Pequim ajude a mediar a paz no Oriente Médio, em meio a cobranças por uma solução diplomática duradoura.
  • O espanhol reforçou a política externa pró-Europa, dizendo que a União Europeia deve encarar a relação com a China de forma pragmática.
  • A visita foi marcada pela ordem de que a Justiça apure denúncias contra a esposa de Sánchez, Begoña Gómez, mas o premiê não comentou o assunto, afirmando que a Justiça fará justiça.
  • Sánchez discursou na Universidade Tsinghua defendendo relações comerciais equilibradas e recíprocas entre China, Espanha e União Europeia, além de defender um multilateralismo renovado e maior envolvimento de potências em desafios globais.

O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, visitou Pequim nesta semana para reforçar laços com a China. Em coletiva de imprensa após reunião com o presidente Xi Jinping, Sánchez anunciou 19 acordos bilaterais destinados a ampliar as relações econômicas entre os dois países. Ele ressaltou a abertura de um diálogo estratégico com Beijing e afirmou que a Espanha e a Europa podem atuar como parceiras de investimento e cooperação.

Além do tema econômico, Sánchez pediu a participação chinesa na busca por estabilidade internacional, com foco na paz no Oriente Médio. O espanhol enfatizou a necessidade de uma abordagem pragmática da União Europeia em relação à China, mantendo firme a defesa de interesses europeus e da ordem internacional.

Parcerias econômicas e papel de Beijing

Do total de acordos, cerca de uma dúzia está ligada a questões comerciais, visando ampliar o intercâmbio entre Espanha e China. Sánchez defendeu uma relação equilibrada, baseada no respeito mútuo, comércio recíproco e gestão responsável de divergências.

O encontro com Xi Jinping ocorreu em um momento em que o líder chinês pediu uma trégua duradoura no Oriente Médio, ressaltando a importância de soluções políticas e diplomáticas para o conflito regional. Xi também destacou a soberania e a integridade territorial dos países da região.

Contexto político e desdobramentos da visita

Antes da assinatura dos acordos, Sánchez proferiu palestra na Universidade Tsinghua, defendendo relações comerciais equilibradas entre China, Espanha e União Europeia. Ele enfatizou a necessidade de multilateralismo e reformas da ONU para refletir o atual equilíbrio de poder.

A visita também destacou o objetivo de Espanha de atuar como interlocutor confiável entre Europa e China em cenário internacional cada vez mais fragmentado. Esta é a quarta viagem de Sánchez à China em pouco mais de três anos.

Questões institucionais que acompanharam a viagem

Durante a coletiva, Sánchez evitou comentar a decisão de imediato de acusação anunciada por um juiz espanhol contra a esposa, a gestora Begoña Gómez, por suposta influência irregular. O chefe de governo disse confiar na Justiça e não emitiu novas avaliações sobre o caso.

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