- Lula chamou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de “tipo de político que faz mal à humanidade” em entrevista publicada nesta terça-feira (14.abr.2026) pelos sites Brasil 247, Revista Fórum e DCM.
- Afirmou que Netanyahu adota postura que dificulta acordos de paz e desrespeita decisões internacionais, sem demonstrar compromisso com soluções diplomáticas.
- Disse que há setores da sociedade israelense que defendem a paz e discordam da condução atual dos conflitos no Oriente Médio.
- Ressaltou que a atuação de Israel conta com respaldo dos Estados Unidos e afirmou que, sem esse apoio, as ações na Faixa de Gaza não seriam mantidas.
- Admitiu ter cogitado romper relações diplomáticas com Israel, mas disse ter agido com cautela para não comprometer vínculos históricos e a comunidade judaica no Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, representa um tipo de líder que, em sua avaliação, causa danos à humanidade. A declaração foi dada em entrevista aos sites Brasil 247, Revista Fórum e DCM.
Lula criticou a condução do governo de Netanyahu, apontando que a postura dificulta acordos de paz e desrespeita decisões internacionais. Segundo ele, o premiê não demonstra compromisso com soluções diplomáticas para o conflito no Oriente Médio.
O presidente disse ainda que procura separar a gestão do governo israelense da população do país, destacando que há setores em Israel que defendem a paz e se opõem à atual linha de atuação.
Apoio dos EUA e a relação com Israel
Lula afirmou que as ações de Israel, na visão dele, contam com o respaldo dos Estados Unidos, e que o apoio americano seria determinante para a manutenção das medidas na Faixa de Gaza. O presidente sustentou que Israel age com a complacência dos EUA.
Ele mencionou ter considerado romper relações diplomáticas com Israel, mas destacou a necessidade de cautela para não comprometer vínculos históricos. Segundo Lula, a decisão exigiria avaliação cuidadosa.
O presidente ressaltou que o Brasil mantém laços históricos com Israel e que a comunidade judaica presente no país é relevante nesse contexto. Eventuais decisões de política externa devem considerar esse cenário para equilibrar posicionamento político e relações diplomáticas.
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