- Grécia informou ter resgatado mais de 300 migrantes nas últimas 48 horas, vindos principalmente de Bangladesh, Egito, Iêmen e Sudão, perto de Creta.
- Quase a metade dos resgates ocorreu na segunda-feira, em três embarcações improvisadas ao largo de Creta, segundo a guarda costeira.
- Os migrantes estão sob custódia da polícia cretense e devem ser transferidos para centros de acolhimento no continente.
- Creta tem se tornado a principal porta de entrada de quem chega, em sua maioria, vindo de Tobruk, Líbia Oriental.
- Dados da Organização Internacional para Migração apontam mil mortes no Mediterrâneo entre janeiro e fevereiro, com medidas da União Europeia buscando restringir fluxos através de “hubs de retorno” e acordos com países africanos.
O que aconteceu: mais de 300 migrantes foram resgatados nas últimas 48 horas, principalmente a bordo de três embarcações improvisadas, ao largo de Creta, segundo autoridades gregas. As operações ocorreram sob condições de ventos fortes.
Quem está envolvido: equipes da guarda costeira grega e autoridades locais informaram que os migrantes são majoritariamente de Bangladesh, Egito, Iêmen e Sudão. Os quedan estão sob custódia da polícia cretense e devem ser encaminhados a centros de acolhimento no continente.
Quando e onde: os resgates ocorreram ao longo de segunda e terça-feira, perto de Creta, na Grécia. Cerca de metade ocorreu na segunda-feira, com operações contínuas na terça, apesar das condições climáticas adversas.
Por quê: Creta tem se consolidado como principal porta de entrada de requerentes de asilo vindos principalmente de Tobruque, leste da Líbia, em travessias de alto risco pelo Mediterrâneo.
Desdobramentos: a guarda costeira informou que os migrantes serão transferidos para centros de recepção no continente para avaliação e processamento. Não houve informações sobre eventuais feridos.
Contexto internacional: relatos apontam que 22 pessoas morreram no fim de março ao ficarem à deriva após deixarem a Líbia, com corpos lançados ao mar, conforme sobreviventes resgatados perto de Creta.
Dados de mortalidade: a organização internacional aponta 559 mortes no Mediterrâneo entre janeiro e fevereiro, ante 287 no mesmo período do ano anterior.
Política da UE: em março, o Parlamento Europeu apoiou medidas mais restritivas à migração, incluindo a ideia de “hubs de retorno” para enviar migrantes a países terceiros fora da UE, como a iniciativa do Ruanda no Reino Unido.
Críticas e debates: especialistas em direitos humanos criticam as propostas por possível desumanidade. Membros da sociedade civil alertam para impactos sobre pessoas vulneráveis.
Medidas complementares: a Grécia, diante do aumento de chegadas, suspendeu por três meses o procedimento de solicitação de asilo, o que gerou críticas de organismos da ONU e de direitos humanos.
Notas estratégicas: o governo conservador grego apoia ações da UE para conter migração irregular, incluindo hubs de retorno fora da UE. Estudos indicam que tais medidas têm efeito limitado sobre a mobilidade.
Iniciativas da UE: parcerias com países africanos, como Tunísia, Egito, Marrocos, Senegal e Mauritânia, buscam controlar saídas, com apoio financeiro europeu e projetos de cooperação.
Análise de impacto: pesquisas do ICMPD mostram que controles mais rígidos não reduzem o movimento total, mas o deslocam para rotas alternativas, muitas vezes mais longas e arriscadas.
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