- O Papa Leão XIV alertou, em carta divulgada pelo Vaticano, sobre o risco de democracias se tornarem tirania majoritária se não estiverem enraizadas em valores morais.
- O texto, divulgado durante uma viagem do pontífice por quatro países africanos, não citou nenhum país específico nem mencionou Trump.
- Trump chamou o papa de “terrível” após ataques do pontífice nas redes sociais sobre a guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
- A carta afirma que o poder é um meio para o bem comum, e a legitimidade da autoridade depende de sabedoria e virtude, não da força econômica ou tecnológica.
- Leão XIV pediu aos líderes democráticos que evitem acumular poder e destacou que a temperança é essencial para o uso legítimo da autoridade.
O Papa Leão XIV emitiu uma carta publicada pelo Vaticano alertando sobre o risco de democracias caírem na tirania majoritária. O texto foi divulgado dois dias depois de Donald Trump ter feito críticas ao pontífice nas redes sociais.
A carta foi escrita aos participantes de uma reunião no Vaticano sobre o uso do poder em sociedades democráticas. O Papa argumenta que a saúde das democracias depende de enraizar o poder em valores morais, não em força econômica ou tecnológica.
Segundo o pontífice, sem base ética, a democracia pode se tornar uma máscara para o domínio de elites ou para o poder econômico e tecnológico. A mensagem reforça a ideia de que a legitimidade da autoridade vem da virtude e da sabedoria no exercício do poder.
A publicação ocorreu durante uma viagem de 10 dias do Papa por quatro países africanos. O texto não mencionou explicitamente os Estados Unidos nem nenhuma democracia específica.
Trump havia chamado Leão XIV de terrível em redes sociais, após o Papa se tornar crítico da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. Em resposta, o Vaticano manteve o canal aberto para o debate público.
Na própria carta, o Papa enfatiza que o poder não é um fim em si mesmo, mas um meio para o bem comum. Ele sustenta que a legitimidade está na responsabilidade e na virtude no uso da autoridade.
O documento também exorta líderes democráticos a evitar a tentação de acumular poder. A temperança é apresentada como elemento essencial para evitar abusos e resistir à exaltação de quem está no poder.
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