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Rubio pede que conversas entre Israel e Líbano montem estrutura para a paz

Reunião incomum entre embaixadores de Israel e Líbano em Washington busca delinear estrutura de paz, mesmo com ataques de Israel ao Hezbollah

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  • O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, presidiu uma rara reunião entre embaixadores de Israel e do Líbano em Washington nesta terça-feira (14).
  • Rubio afirmou que esperava que as partes acordassem uma estrutura para um processo de paz, mesmo com os ataques israelenses ao Hezbollah.
  • Israel mantém posição de não negociar um cessar-fogo e exige que o Líbano desarme o Hezbollah, aliado do Irã.
  • O Irã deseja que a campanha de Israel contra o Hezbollah seja incluída em qualquer acordo para encerrar a guerra, o que complica as negociações mediadas por outras casas.
  • Participaram da reunião o embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa, o embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, e outros diplomatas, em um momento de tensão na região.

Marco Rubio recebeu em Washington nesta terça-feira (14) embaixadores de Israel e do Líbano para buscar avanços em um processo de paz. A reunião ocorreu na sede do Departamento de Estado. O objetivo é mapear uma estrutura para a paz, apesar de ataques israelenses ao Hezbollah terem continuidade.

O encontro reuniu Yechiel Leiter, embaixador de Israel nos EUA, e Nada Hamadeh Moawad, embaixadora do Líbano, além de autoridades americanas. Rubio abriu as conversas, destacando a necessidade de encerrar o conflito entre os dois países por meio de um acordo duradouro. O tema central é o Hezbollah, aliado ao Irã, que permanece como obstáculo à normalização.

Rubio ressaltou que o processo é gradual e terá etapas, não apenas um único evento. A expectativa é delinear uma estrutura que permita uma paz estável entre Israel e Líbano, com desarmamento do Hezbollah como condição para avanços.

Contexto da crise no Oriente Médio

A reunião acontece em meio a um momento tenso na região, com um cessar-fogo frágil entre EUA, Israel e Irã ainda em avaliação. O Irã defende que o conflito com o Hezbollah esteja incluído em qualquer acordo para encerrar a guerra regional. A ofensiva israelense já provocou impactos humanitários e deslocamentos no Líbano.

O conflito teve início com ataques de Israel e de potências aliadas ao Irã, levando a interrupções no abastecimento de petróleo global e a uma resposta militar na região. As negociações envolvem diplomatas de várias frentes para evitar novas escaladas.

Participantes e posições

O governo libanês sinaliza disposição para negociações com Israel, apesar de objeções do Hezbollah. Aoun e o primeiro-ministro Nawaf Salam defendem diálogo para cessar-fogo, buscando evitar desencadeamento de novo conflito interno. Do lado israelense, a posição permanece de desarmamento do Hezbollah como condição para qualquer acordo.

O ministro das Relações Exteriores de Israel afirmou que as tratativas devem priorizar o desarmamento do Hezbollah antes de qualquer assinatura de paz com Beirute. A expectativa é que o esforço conjunto avance a partir da estrutura proposta durante as conversas com os representantes dos dois países.

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