- A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) disse que pode interromper fluxos comerciais em rotas estratégicas no Golfo, mar de Omã e mar Vermelho em resposta ao bloqueio marítimo dos Estados Unidos.
- O comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya afirmou que “não permitirão a continuidade de qualquer exportação e importação” nessas áreas.
- Segundo o militar, manter o bloqueio em portos iranianos na região do estreito de Ormuz pode ser visto como prelúdio de uma violação do cessar-fogo.
- A ameaça ocorre no contexto de tentativa de retomada de negociações entre Washington e Teerã, com mediadores buscando avanços em temas como programa nuclear, Ormuz e compensações de guerra.
- Autoridades indicaram um acordo em princípio para estender por duas semanas o cessar-fogo, que vence em 22 de abril.
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou que pode interromper o fluxo de exportações e importações em rotas estratégicas do Golfo, como resposta ao bloqueio marítimo imposto pelos EUA. A declaração foi feita em comunicado oficial.
Segundo o IRGC, a área atingida envolve o golfo Pérsico, o mar de Omã e o mar Vermelho. A medida seria tomada caso o bloqueio permaneça, alegando insegurança para navios comerciais e petroleiros iranianos.
Autoridades citam que a manutenção do bloqueio nos portos iranianos pode ser interpretada como prelúdio de uma violação de cessar-fogo. O grupo diz atuar para defender soberania e interesses nacionais, em meio a retomada de negociações entre Washington e Teerã.
Tensão nas negociações entre EUA e Irã
A imprensa aponta que há um acordo em princípio para estender por duas semanas o cessar-fogo, vigente até 22 de abril. As conversas mediadas buscam avanços sobre programa nuclear, Ormuz e compensações de guerra.
As negociações destacam a tentativa de retomada de diálogo entre as partes, com mediadores buscando progressos em temas sensíveis. O bloqueio e as ameaças de retaliação elevam a pressão sobre a região.
O Irã não confirmou datas específicas para a implementação de novas medidas, e autoridades não detalharam prazos. A comunidade internacional observa atentamente o desenrolar das negociações e das decisões sobre Ormuz.
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