- O Irã ameaçou interromper a navegação no Mar Vermelho, no Golfo Pérsico e no Mar do Omã caso o bloqueio americano aos portos iranianos continue.
- O comandante Ali Abdollahi classificou o bloqueio como ilegal e disse que, nesses moldes, haveria violação do cessar-fogo.
- O Irã afirmou que não permitiria exportações nem importações nessas áreas nessas condições, según a agência Tasnim.
- O Estreito de Ormuz não está sob bloqueio, mas é passagem vital, ligando os oceanos a uma parte significativa do petróleo mundial.
- Desde o início da escalada, os EUA dizem ter implementado o bloqueio, enquanto Teerã restringe a passagem de navios pelo estreito e mantém promessa de retaliação.
O Irã ameaçou interromper operações de navegação no Mar Vermelho, no Golfo Pérsico e no Mar de Omã caso os EUA mantenham o bloqueio aos portos iranianos. A declaração veio do comando militar iraniano, que classificou a medida como ilegal.
O major-general Ali Abdollahi, chefe do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, afirmou que o bloqueio não seria tolerado e poderia violar acordos de cessar-fogo. A Tasnim, agência estatal, informou o posicionamento.
O Irã não fica diretamente no Mar Vermelho, mas exerce influência por meio de aliados regionais, incluindo os Houthis no Iêmen, que já atuaram contra navios na região.
Esclarecimento sobre o Estreito de Ormuz
O Comando Central dos EUA divulgou que o bloqueio aos portos iranianos está plenamente em vigor, paralisando grande parte da atividade econômica de Teerã em cerca de um dia e meio.
Apesar do bloqueio, parte do tráfego comercial ainda transita pelo Estreito de Ormuz, que não está sujeito à medida unilateral imposta a portos iranianos.
Desde o início da escalada entre EUA e Irã, em fevereiro, Teerã limitou a passagem pelo estreito, exigindo controle iraniano e pagamento de taxas para navios.
O estreito é vital para o comércio, pois facilita a passagem de aproximadamente 20% do petróleo e gás mundial, ressaltam autoridades e analistas.
A disputa ocorre em meio a tentativas de negociação entre Washington e Teerã, que não obtiveram acordo até o momento, segundo relatos diplomáticos.
Enquanto isso, permanece o cessar-fogo de duas semanas na região, com a campanha de bombardeios entre EUA, Israel e Irã suspensa.
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