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Irã usa tecnologia civil chinesa para fins militares, aponta análise

Tecnologia civil enviada pela China pode ter sido adaptada para uso militar pelo Irã, evidenciando o dual uso de drones e o risco de desvio de exportações

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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter enviado uma carta a Xi Jinping pedindo que a China não fornecesse armas ao Irã; Trump afirmou que não houve envio de armas a Teerã.
  • O professor de relações internacionais Vitelio Brustolin diz que equipamentos bélicos costumam ter uso dual, civil e militar, citando drones que podem films locais ou ser adaptados para atacar.
  • A ideia é que, se a China forneceu tecnologia civil usada pelo Irã para fins militares, isso não configuraria contradição por parte de Pequim, segundo Brustolin.
  • Há expectativa de que Trump visite a China no próximo mês para uma reunião adiada pela guerra no Oriente Médio.
  • A possibilidade de encontro pode depender da pressão de Washington sobre Pequim em relação ao abastecimento de petróleo.

O Irã pode estar utilizando tecnologia civil enviada pela China para fins militares, aponta avaliação de especialistas. A discussão ganhou força após discurso do presidente dos EUA sobre medidas com Pequim. Não há confirmação oficial de como foi esse possível repasse.

O professor Vitelio Brustolin, especialista em relações internacionais, explica que equipamentos bélicos costumam ter uso dual. Ele cita drones usados na Ucrânia, que podem nascer de finalidade civil e ser adaptados para cargas bélicas, como granadas.

Segundo Brustolin, a China poderia ter mascarado o fornecimento ao Irã ao apresentar tecnologia civil com uso potencial militar. A análise leva em conta a proximidade entre drones civis e militares, com frequentes adaptações entre um setor e outro.

Enquanto isso, Trump negou ter enviado armas a Teerã e enviou uma carta a Xi Jinping pedindo que a China não fornecesse armamentos ao Irã. O episódio ocorre em meio a tensões geopolíticas e acusações de abastecimento de petróleo.

Há expectativa de que Trump viaje à China no próximo mês para uma reunião, adiada pela guerra no Oriente Médio. A agenda dependeria de pressões dos EUA sobre Pequim relacionadas a abastecimento de petróleo e comércio internacional.

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