- O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni por não apoiar a guerra contra o Irã.
- Em entrevista ao jornal Corriere della Sera, Trump disse estar surpreso pela suposta falta de coragem de Meloni.
- Ele afirmou ainda que Meloni não ajuda a Otan e que Itália não seria a mesma, mencionando imigração como tema central.
- Meloni havia condenado como inaceitáveis as críticas de Trump ao Papa Leão XIV, defendendo a posição italiana.
- Aliados reagiram: o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, pediu unidade ocidental e lealdade aos EUA; a oposição também comentou a situação.
Donald Trump criticou a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni após ela se recusar a apoiar uma intervenção militar na Iran. Em entrevista ao jornal Corriere della Sera, o ex-presidente afirmou estar surpreso com a falta de coragem da colega.
Trump disse que ainda não conversou com Meloni este mês e sugeriu que a Itália não colabora com a OTAN. O ataque veio pouco depois de Meloni defender o Papa Leão XIV e criticar críticas norte-americanas à intervenção na região.
Segundo o republicano, Meloni não apoiaria a remoção de um Irã com armas nucleares, o que, segundo ele, colocaria a Itália em risco. Ele também classificou a OTAN como um “tigre de papel” e acusou a Europa de não estar disposta a defender o estreito de Hormuz.
Meloni, líder da direita desde 2022, tem sido aliada próxima de Trump, atuando como mediadora entre visões americanas e europeias. Em resposta, Tajani ressaltou a fidelidade da Itália à unidade ocidental e à parceria com os EUA.
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, reiterou apoio à unidade ocidental e à aliança com os EUA, ressaltando que Trump já considerava Meloni uma líder corajosa. Ele destacou que o governo defende os interesses italianos, inclusive em relação à segurança.
A líder do Partido Democrata, Elly Schlein, criticou a postura de Trump, enfatizando que a Itália rejeita a guerra, conforme a constituição. O debate ocorreu no contexto de tensões entre Washington e Roma sobre política externa.
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