- Trump republicou na Truth Social uma imagem gerada por inteligência artificial em que Jesus abraça o presidente, com ele atrás de um microfone e a bandeira dos EUA ao fundo; a publicação manteve a legenda original e ganhou uma nova versão.
- A postagem ocorre dois dias após ele ter apagado outra imagem, que o retratava como Jesus e gerou críticas até de apoiadores.
- A legenda republicada diz: “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho muito bonito!!!”.
- A crise com o papa Leão XIV envolve Trump criticando o líder por alegações sobre assassinatos de manifestantes no Irã e o programa nuclear iraniano; o vice-presidente JD Vance também afirmou que o papa deve ter cautela ao discutir teologia.
- Leão XIV respondeu que não tem medo do governo americano e que continuará se manifestando; ele havia criticado, em Argel, potências mundiais consideradas neocoloniais por violações do direito internacional.
Donald Trump republicou nesta quarta-feira uma imagem gerada por IA que mostra Jesus abraçando o ex-presidente, publicada na Truth Social. O post ocorre em meio à crise entre Trump e o papa Leão XIV, líder da Igreja Católica.
A imagem tem Trump atrás de um microfone, com Jesus ao lado e uma bandeira dos EUA ao fundo. A legenda original falava de críticas aos “monstros satânicos” e sugeria que Deus pode estar jogando a carta Trump. A nova postagem acrescenta uma frase de apoio.
A troca de farpas começou dois dias antes, quando Trump apagou outra publicação que o retratava como Jesus, após críticas de apoiadores. A retirada gerou repercussão entre seguidores e analistas.
Crise entre Trump e o papa Leão XIV
Na noite de terça, Trump repetiu críticas ao pontífice na Truth Social, pedindo que alguém lhe desse informações sobre assassinatos de manifestantes no Irã e sobre o programa nuclear iraniano.
O vice-presidente JD Vance, em evento na Geórgia, disse que o papa errou ao dizer que discípulos de Cristo não apoiam quem empunha a espada. Ele ressaltou a necessidade de cautela teológica.
Leão XIV afirmou, na resposta à crise, que não teme o governo americano e continuará a se manifestar. Na segunda, em Argel, o pontífice criticou potências mundiais que violam o direito internacional, sem citar países.
Eleitores cristãos compõem parte expressiva da base de Trump, que ganhou apoio significativo entre católicos na eleição de 2024, mesmo sem frequentar regularmente a igreja.
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