- Costa encerra a visita ao Doha defendendo um engajamento mais profundo entre a União Europeia e os estados do Golfo, em um momento de cessar-fogo frágil e ataques do Irã.
- A UE busca fortalecer parcerias com os golfs, com negociações de acordos comerciais em andamento e conversas com todos os países da região; jets europeus ajudam a defender o Golfo.
- O presidente do Conselho Europeu afirmou que, até o fim do ano, haverá um segundo cume entre a União Europeia e o Conselho de Cooperação do Golfo, para definir entregáveis concretos.
- Entre as prioridades estão um cessar-fogo estável e a restauração da liberdade de navegação no estreito de Hormuz, considerado vital para a economia global.
- Costa elogiou o papel do Qatar como mediador e ressaltou o compromisso da UE com a estabilização regional, incluindo apoio ao Líbano e à continuidade de negociações entre Israel e Líbano.
O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, concluiu a mais elevada visita da UE ao Golfo desde o início do conflito na região. Em Doha, ele sinalizou um compromisso por relações mais profundas entre os 27 membros e os países do Golfo, defendendo a reabertura do Estreito de Hormuz. A reunião ocorreu após visitas a Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos.
Costa explicou que líderes do Golfo ressaltaram a importância de a União Europeia intensificar a cooperação. O objetivo é avançar em acordos de livre comércio com alguns, consolidar parcerias com outros e manter diálogo com todos. A missão enfatiza uma resposta política e militar europeia ao contexto de guerra na região.
Parcerias e posicionamento regional
O chefe do bloco reiterou que a UE trabalha para fortalecer a parceria com os Estados do Golfo, com foco na estabilidade regional, segurança marítima e defesa de cidadãos europeus na região. A UE planeja, segundo Costa, um segundo encontro com o Conselho de Cooperação do Golfo até o fim do ano para firmar entregas concretas.
Costa destacou o papel da defesa conjunta, com ações de aeronaves de caça e outras capacidades para proteger a região. O líder europeu afirmou ainda que o Estreito de Hormuz precisa ter liberdade de navegação garantida, ressaltando que as rotas marítimas são estratégicas para a economia global.
Estabilidade, Ceasefire e vias marítimas
Durante as conversas, o mandatário destacou a prioridade de um cessar-fogo estável e duradouro que facilite a paz regional. Também foi discutida a necessidade de restaurar a passagem segura pelo Estreito de Hormuz, peça central das cadeias de suprimento globais.
Costa advertiu que o conflito já tem consequências econômicas em nível mundial e que a Europa está disposta a apoiar um esforço conjunto para assegurar o trânsito de navios. O diálogo também abordou o programa nuclear e de mísseis da região, bem como o papel de grupos proxy na instabilidade.
Além de Doha, o presidente elogiou o papel do Catar como mediador confiável, destacando a cooperação com o país para sustentar o cessar-fogo e apoiar um acordo regional. Ao encerrar a visita, Costa mencionou a importância de manter o respeito ao sistema internacional baseado em regras.
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