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V&A retira materiais de catálogo por leis de censura na China

V&A remove materiais de catálogos por exigências de gráfica chinesa, evidenciando censura externa e atraso na produção

The Victoria and Albert Museum.
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  • O Victoria and Albert Museum removeu conteúdo de pelo menos dois catálogos de exposições a pedido de uma gráfica chinesa, segundo documentos obtidos pelo The Guardian via pedidos de liberdade de informação.
  • Mapas e imagens foram sinalizados por violar leis de censura da China, incluindo temas historicamente sensíveis como Tiananmen, Tibete e Taiwan.
  • Um dos casos envolve o catálogo da exposição Music Is Black, cuja produção foi atrasada após a gráfica sugerir o recorte de um mapa relacionado à China.
  • Também houve remoção de conteúdo do catálogo da exposição Fabergé: Romance to Revolution, incluindo outro mapa e uma fotografia de Vladimir Lenin.
  • Instituições como Tate e British Museum não relatam dificuldades de censura na produção, enquanto o British Library não comentou; o V&A afirmou que as alterações foram menores e que há supervisão editorial.

O Victoria and Albert Museum (V&A) de Londres retirou material de ao menos dois catálogos de exposições, a pedido de uma gráfica chinesa, segundo documentos obtidos pelo Guardian via solicitação de informações. A censura afetou mapas e imagens considerados sensíveis pela China. A exposição associada é Music Is Black, com abertura prevista para esta sexta-feira.

Os cortes envolvem trechos que abordam temas historicamente sensíveis, como as rotas comerciais do Império Britânico e pontos ligados a China, Tibete e Taiwan. Em um e-mail da gráfica C&C Offset Printing, constava que havia uma referência à China que precisava seguir mapas oficiais chineses, com rejeição pela GAPP.

Internamente, trocas de mensagens entre funcionários do V&A indicam atraso na produção e confusão sobre as mudanças. Um texto cita que a remissão de dados foi necessária devido a restrições, com a produção pausada para ajuste dos arquivos.

A situação também envolve a decisão de imprimir ou não na China. Em mensagens, o V&A afirma que a edição foi revisada caso a caso e que, embora às vezes utilize impressão em países asiáticos, a curadoria manteve supervisão editorial rigorosa. Alterações foram consideradas menores e não modificaram a narrativa.

Segundo o Guardian, o caso levanta questionamentos sobre terceirização de produção em museus de grande porte. As instituições Tate e British Museum costumam trabalhar com gráficas estrangeiras, conforme o relatório. O British Museum não respondeu a perguntas sobre censura.

O V&A informou que, em ambos catálogos, as alterações foram tratadas com cautela, visando a continuidade dos projetos. A exposição Music Is Black abre ainda nesta semana, com a expectativa de que o público tenha acesso ao conteúdo restante, sem as peças removidas.

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