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Ativista procurado é preso na África do Sul por apoiar golpe no Benin

Autoridades sul-africanas prendem Kemi Seba, ativista procurado em Benin por incitar rebelião, em Pretória; caso segue para extradição

Kemi Seba is wanted for "inciting rebellion" in Benin
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  • A polícia sul-africana prendeu o ativista franco-beninense Kemi Seba, considerado “fugitivo procurado”, em Pretória, enquanto tentava fugir para a Europa via Zimbábue.
  • Seba, de 45 anos, e o filho de 18 anos foram detidos em operação de disfarce em um centro comercial; um facilitador também foi preso.
  • Ele é procurado no Benim por incitar à rebelião após apoiar o golpe fracassado do ano passado no país.
  • Segundo a polícia, o facilitador foi pago aproximadamente 250 mil rands para ajudar a atravessar o rio Limpopo rumo ao Zimbábue, com destino à Europa.
  • O caso foi levado a julgamento e a extradição de Seba está em andamento, com audiência marcada para 20 de abril.

Kemi Seba, ativista franco-beninense, foi preso pela polícia sul-africana em Pretoria, enquanto tentava atravessar para a Europa via Zimbabwe. A prisão ocorreu em uma operação conjunta no shopping center da capital provincial. Seba está entre os procurados em Benin por incitar rebelião após apoiar uma tentativa de golpe no ano passado.

O detido tem como nome real Stellio Gilles Robert Capo Chichi, tem 45 anos e é conhecido por oposição à influência francesa na África e por apoiar líderes militares da região. A polícia informou que o pai dele, Seba, e o filho de 18 anos também foram alvo da operação, juntamente com um facilitador que receberia pagamento para facilitar a travessia para o Zimbabwe.

Segundo as autoridades, o facilitador recebeu aproximadamente 250 mil rands sul-africanos (cerca de 15 mil USD) para ajudar o grupo a cruzar o rio Limpopo rumo ao Zimbabwe, com a intenção de seguir para a Europa. A investigação inicial sustenta que Seba é procurado na França e no Benin por crimes contra o estado.

Status e próximos passos

Seba e o filho permanecem sob custódia após audiência realizada na quarta-feira, com o caso remanejado para 20 de abril. A extradição do ativista para Benin ou França está prevista, conforme apurado pela polícia.

O ativista, sem se pronunciar publicamente sobre as acusações, tinha forte base de apoiadores entre comunidades africanas na diáspora. Em Paris, representantes associaram a prisão a motivações políticas. A posição de Seba diante de influências externas segue sendo objeto de debates.

O histórico de Seba inclui sentenças na França por incitar ódio racial e acusações de antissemitismo. Em 2024, perdeu a cidadania francesa e, na ocasião, queimou o passaporte em protesto. Em 2024, recebeu, ainda, passaporte diplomático do Níger como “assessor especial” de um líder militar.

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