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BP é processada no Quênia por resíduos tóxicos da exploração da década de 1980

Justiça do Quênia permite que ação contra a BP siga, por suposto descarte de resíduos tóxicos nos anos oitenta que contaminou água e afetou moradores e animais

A sign at a BP petrol station in London, Tuesday, Feb. 7, 2023. Kirsty Wigglesworth, Associated Press.
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  • O Tribunal Superior de Kenya autorizou que a ação coletiva contra a BP prossiga, acusando a empresa de descarte de resíduos tóxicos da exploração de petróleo dos anos oitenta.
  • A ação, apresentada por 299 requerentes em fevereiro no Land and Environment Court de Isiolo, sustenta poluição ambiental grave e contaminação de água potável no norte do país.
  • A petição afirma que resíduos contendo materiais radioactivos foram descartados de forma inadequada, contaminando água subterrânea e causando doenças ou morte em moradores e animais.
  • A exploração foi realizada pela Amoco, posteriormente adquirida pela BP em mil novecentos noventa e oito, com poços próximos a Kargi e Kalacha, no Deserto de Chalbi.
  • O documento também acusa ministérios e agências governamentais de não agir diante das evidências, e o caso está previsto para retornar em maio; a BP não comentou.

O Tribunal Superior do Quênia decidiu que a ação coletiva contra a empresa BP pode seguir adiante, acusando descarte tóxico de décadas anteriores e contaminação de água potável no norte do país. O veredito permite que o processo avance.

A ação foi movida por 299 requerentes em fevereiro, na Land and Environment Court, em Isiolo. Alegam poluição ambiental causada pelo descarte inadequado de resíduos tóxicos oriundos de atividades de exploração de petróleo nos anos 80.

Segundo a petição, o lixo continha materiais radioativos, contaminando água subterrânea e provocando doenças ou mortes entre moradores e animais da região. O documento afirma que contaminantes como isótopos de rádio, arsênio, chumbo e nitratos foram descartados em fossas sem revestimento adequado.

Histórico da exploração

A pesquisa foi realizada na década de 1980 pela Amoco Corporation, que depois foi adquirida pela BP em 1998. Na época, a empresa perfurou poços secos próximos a Kargi e Kalacha, no Deserto Chalbi, no norte do Quênia.

A petição sustenta que mais de 500 moradores próximos aos locais de exploração morreram de cânceres e outras enfermidades associadas à água contaminada. Além disso, acusa diversos ministérios e agências governamentais de não agir diante das evidências de contaminação.

Desdobramentos e próximos passos

O processo deve voltar a render na estreia de maio, com a continuidade das investigações e possíveis depoimentos. A BP não respondeu publicamente ao tema e preferiu não comentar o caso.

Fonte: Associated Press, com informações de Nicholas Komu.

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