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Cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano entra em vigor

Cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano entra em vigor; Hezbollah condiciona continuidade à retirada de tropas israelenses do sul libanês.

Socorristas ao lado de destroços após ataques de Israel contra o Líbano, em Beirute. 9/4/2026 (Ibrahim AMRO/AFP)
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  • Cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano entrou em vigor na madrugada de sexta-feira, após anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump.
  • Alto o fogo começou à meia-noite, horário local, em ambos os países, encerrando um mês e meio de conflito com o grupo Hezbollah.
  • Hezbollah disse que aceitará a trégua apenas se tropas de Israel deixarem o sul do Líbano, sob pena de não reconhecer plenamente o acordo.
  • Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o acordo não prevê a saída das tropas do sul do Líbano, gerando divergência com o Hezbollah.
  • A mediação é dos Estados Unidos; Trump falou em abrir caminho para negociações mais amplas e citou possibilidade de reunir líderes de Israel e Líbano na Casa Branca, o que não está assegurado pelos libaneses.

O cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano entrou em vigor nesta sexta-feira, após ser anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A trégua começou à meia-noite, no horário local, encerrando um mês e meio de confrontos entre Israel e o Hezbollah, de origem libanesa.

O Hezbollah afirmou que aceitará a trégua apenas se tropas israelenses deixarem o sul do Líbano. O grupo diz que a permanência de militares israelenses daria ao Líbano o direito de resistir, e não reconhece a trégua sem retirada completa. Israel, porém, mantém que o acordo não prevê saída das tropas.

Mediação americana

Trump anunciou o cessar-fogo após conversas com líderes de Israel e do Líbano, mencionando a intenção de abrir espaço para negociações mais amplas e reduzir a escalada. O presidente indicou a possibilidade de convidar o presidente libanês, Joseph Aoun, e Netanyahu para uma reunião na Casa Branca, o que seria o primeiro encontro entre os dois países em cerca de três décadas. Autoridades libanesas resistiram a contatos diretos com Israel no momento.

Embora o acordo mencione Líbano e Israel, o confronto principal permanece entre o Exército israelense e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã com atuação forte no sul libanês. As forças armadas do Líbano não participam diretamente dos combates.

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