- Embaixada da China no Japão informou ter recebido várias ameaças e acusou autoridades japonesas de não agir de forma eficaz, mesmo após denúncias à polícia.
- Em 5 de março, uma carta de um grupo que afirma ter ex-membros da polícia e do exército ameaçou ataques às missões diplomáticas chinesas no Japão e a “apagar todos os chineses” no país.
- A embaixada afirmou ter reportado imediatamente às autoridades e criticou a falta de medidas concretas e de apuração dos fatos.
- As tensões aumentaram após comentário da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre possível uso da força pelo Japão em caso de ação chinesa contra Taiwan, levando a China a adotar medidas diplomáticas e econômicas.
- Em março, um oficial do Exército japonês foi preso por invadir o complexo da embaixada chinesa com uma faca; uma semana depois, houve nova ameaça de bomba nas redes sociais, atribuída a um suposto militar da Reserva das Forças de Autodefesa, provocando busca de duas horas.
A Embaixada da China no Japão afirmou ter recebido várias ameaças e acusou as autoridades japonesas de não agir de forma eficaz mesmo após relatar repetidamente às políciais. A mensagem ocorreu em meio a tensões crescentes entre os dois países.
Shi Yong, embaixada atuando como embaixador da China no Japão, disse que, em 5 de março, chegou uma carta de um grupo que diz reunir ex-membros da polícia e do serviço militar e ameaça ataques às missões chinesas no Japão e a “exterminar todos os chineses” no país. A embaixada informou ter comunicado imediatamente as autoridades.
A Embaixada divulgou, pelo X, que a polícia japonesa não teria adotado medidas firmes nem apurado os fatos, o que gerou críticas públicas. O Ministério das Relações Exteriores do Japão não comentou o caso.
Seguranca e reação diplomática
As tensões entre Japão e China aumentaram após um comentário de novembro da primeira-ministra Sanae Takaichi, sugerindo que ações militares chinesas contra Taiwan poderiam justificar resposta japonesa. Pequim respondeu com medidas diplomáticas e econômicas.
No fim de março, um tenente do Exército japonês foi preso por transitar no terreno da embaixada chinesa portando uma faca. A China fez protesto formal ao Japão, e as forças de segurança reforçaram a proteção ao recinto.
Pouco tempo depois, a embaixada afirmou ter recebido, por meio das redes sociais, outra ameaça de um indivíduo que se alegou parte da reserva da Força de Autodefesa. A missão confirmou uma busca de bomba que durou duas horas; não permanece informado se houve detecção de artefato.
Shi ressaltou que, embora a polícia japonesa tenha intensificado a vigilância ao redor da embaixada, o local continua exposto a ameaças. Em resposta, o governo japonês disse manter a postura de cooperação com autoridades locais e internacionais.
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