- Os EUA preparam-se para ação militar de grande escala no Oriente Médio, com três porta-aviões e mais de sessenta mil soldados prontos para agir, caso o cessar-fogo com o Irã não seja renovado.
- Nesta semana, o Exército norte-americano planeja deslocar mais de dez mil profissionais para a região, incluindo seis mil a bordo do porta-aviões USS George H. W. Bush e 4.200 integrantes do Grupo Anfíbio Boxer.
- Já há cerca de cinquenta mil militares na região, que atuam em operações conjuntas com uma força naval destacada para interromper qualquer comércio com o Irã.
- O conjunto de forças inclui três grupos de porta-aviões, além de destróieres e navios de assalto anfíbio, com presença próxima ao Irã para monitorar rotas de navios.
- A vigilância é conduzida por bases no Golfo com uso de satélites, drones e aeronaves como E-3 Sentry, P-8 Poseidon, E-2D Hawkeye, além de caças F-35 e FA-18 Super Hornet; o general Dan Caine avisou que embarcações que deem apoio ao Irã serão acompanhadas.
O governo dos EUA intensifica a preparação militar no Oriente Médio à medida que a trégua entre EUA, Israel e Irã pode não ser renovada. A pressão visa forçar um acordo com o regime islâmico, ainda resistente às condições apresentadas pela administração Trump.
Nesta etapa, o Pentágono articula um destacamento militar sem precedentes, com foco em ações rápidas caso seja retomada uma ofensiva. A expectativa é reforçar a presença na região de forma contundente.
Segundo o The Washington Post, mais de 10 mil soldados adicionais estão em processo de transferência para a área de conflito. Dentre eles, seis mil ocupam o porta-aviões USS George H.W. Bush e navios de apoio.
A formação inclui ainda 4.200 integrantes do Grupo Anfíbio Boxer, ligado à força da Infantaria de Marina embarcada, parte da 11ª Unidade Expedicionária da Infantaria de Marina. Compõem o reforço, somando-se aos cerca de 50 mil já presentes.
Além da força humana, os EUA mantêm três grupos de porta-aviões com mais de dois mil fuzileiros navais, dez destróieres e dois navios de assalto anfíbio operando próximos ao Irã para pressionar qualquer interrupção do comércio marítimo.
Desde quarta-feira, a vigilância marítima se intensifica, liderada pela Quinta Frota dos EUA, para impedir que petroleiros iranianos e aliados deixem portos. O monitoramento ocorre de bases situadas no Golfo.
A infraestrutura de inteligência e vigilância inclui satélites, drones e aeronaves especializadas, como o E-3 Sentry AWACS, além do P-8 Poseidon, usados para registrar movimentos de embarcações na região.
Nesta quinta, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Campbell, informou que embarcações que fornecem apoio ao Irã podem ser alvos de ações dos EUA, caso haja violação de sanções ou cooperação com o país.
A força aérea reserva recursos táticos, com o E-2D Hawkeye, capaz de vigilância 360º e detecção de alvos a grandes distâncias, bem como caçadores de ponta como F-35 e FA-18 Super Hornet, para operações de maior alcance.
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