- Os EUA vão perseguir embarcações que forneçam apoio material ao Irã em outras regiões, afirmou o general Dan Caine.
- A missão envolve cerca de 10 mil marinheiros, mais de uma dezena de navios e dezenas de aeronaves.
- O foco inclui a frota clandestina que transporta petróleo iraniano, com o objetivo de cumprir sanções e regras internacionais.
- No Estreito de Ormuz, Teerã restringiu a passagem de embarcações e cobra taxa para navegação sob controle iraniano.
- O cessar-fogo na região está em vigor há duas semanas, enquanto a campanha militar EUA-Israel contra o Irã permanece suspensa.
O Ministério da Defesa dos Estados Unidos informou que vão perseguir embarcações de qualquer país que ofereçam apoio material ao Irã em outras regiões do mundo. A declaração foi feita pelo general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.
Caine afirmou que, além do bloqueio existente, as forças armadas vão atuar ativamente em outras áreas de responsabilidade, como a Área de Responsabilidade do Pacífico, para perseguir embarcações com bandeira iraniana ou que tentem fornecer apoio ao Irã.
A mensagem inclui também o monitoramento de barcos da frota clandestina que transportam petróleo iraniano, segundo o general. Ele disse que cerca de 10 mil marinheiros, mais de uma dezena de navios e dezenas de aeronaves participam da missão.
O Estreito de Ormuz é o ponto central dessa atuação, dada a importância estratégica da passagem para o tráfego de petróleo e gás mundial. A região já recebeu tensões significativas nos últimos meses.
Contexto: após a falha de negociações para encerrar o conflito entre EUA e Irã, o governo americano indicou medidas de bloqueio a portos iranianos e à passagem de navios, aumentando o risco de confrontos na região.
O Irã reagiu, anunciando que pode atingir navios de guerra que atravessarem o estreito e retaliar contra portos de vizinhos do Golfo, caso haja bloqueio americano. A situação geopolítica permanece tensa e em rápido desenvolvimento.
Paralelamente, um cessar-fogo de duas semanas permanece em vigor na região do Oriente Médio, enquanto a campanha de bombardeios EUA-Israel contra o Irã está suspensa. As autoridades não anunciaram novas negociações formais.
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