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Europa quer que Google compartilhe dados de buscas com buscadores menores

Comissão Europeia pressiona Google a compartilhar dados de buscas e de IA com buscadores menores, sob a Lei dos Mercados Digitais (DMA), enfrentando resistência da empresa

Europa quer que Google compartilhe dados de buscas com buscadores menores
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  • A Comissão Europeia propõe que o Google compartilhe dados de buscas e de seus chatbots de IA com buscadores menores, para reduzir o domínio da empresa, sob o Digital Markets Act.
  • O Google contesta, dizendo que compartilhar dados colocaria a privacidade dos usuários em risco e que proteções de anonimato seriam inadequadas.
  • A proposta envolve regras sobre como, com que frequência e em que condições os dados seriam compartilhados, incluindo medidas de segurança.
  • O Google já foi multado em mais de € 9 bilhões desde 2017 por questões relacionadas ao monopólio e foi formalmente acusado de violar o DMA em março do ano passado.
  • Não há decisão imediata: opiniões devem ser apresentadas até 1 de maio de 2026, e a Comissão deve se reunir para deliberar sobre o tema em julho.

A Comissão Europeia propõe que o Google compartilhe dados de buscas com buscadores menores, como parte do esforço para reduzir o domínio do major player no segmento. Em estudo dentro do Digital Markets Act, a ideia envolve também informações de pesquisas nos chatbots de IA da empresa.

A proposta sugere que dados de consultas e de IA possam ser disponibilizados a concorrentes menores, ampliando a concorrência no mercado europeu de buscas. O objetivo é tornar o ecossistema mais equilibrado frente ao domínio atual do Google.

O objetivo do DMA é justamente reduzir barreiras de entrada para novos players e favorecer serviços concorrentes. A UE analisa como dados, formatos e frequência de compartilhamento poderiam funcionar na prática.

O posicionamento do Google

Clare Kelly, conselheira da Google, afirmou que a medida pode violar a privacidade dos usuários. A empresa sustenta que a entrega de dados a terceiros expõe informações sensíveis, como finanças, família e identidade.

A gigante também argumenta que as proteções de anonimato propostas pela UE seriam perigosamente ineficazes. Além disso, a empresa aponta que a regulação prevista envolve critérios de segurança e a necessidade de salvaguardas robustas.

A Comissão Europeia já acusou formalmente o Google de violar o DMA em março do ano passado. Desde 2017, a empresa teve multas que somam mais de 9 bilhões de euros relacionadas a políticas de monopólio.

Cronograma e próximos passos

A UE não espera uma decisão imediata. Partes interessadas podem enviar opiniões até 1º de maio de 2026. Em julho, a Comissão deve realizar uma reunião para decidir sobre o tema.

Relatório recente indica que o Google removeu mais de 374 milhões de anúncios fraudulentos no Brasil em 2025, segundo fontes citadas pela imprensa. A notícia reforça o debate sobre transparência e competição no ecossistema online.

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