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Filha de missionários, aos 10 anos, resiste à perseguição no México

No Círculo do Silêncio, menina de dez anos enfrenta bullying e isolamento escolar enquanto a família missionária atua sob risco no México

Alissa (à direita) e sua irmã caçula cantando louvores juntas
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  • No Círculo do Silêncio, região central do México, vive Alissa, de dez anos, filha de missionários que atuam de forma discreta devido à hostilidade contra cristãos.
  • Pouco após a mudança, a casa foi atacada: vizinhos envenenaram animais de estimação, e um filhote, ao lamber a irmã de Alissa, levou-a para o hospital com lesões graves e parada respiratória.
  • Alissa enfrentou isolamento na escola, com colegas que a abandonaram, boatos e insultos, apenas por sua fé em Jesus.
  • A família continua compartilhando o evangelho de modo reservado, oferecendo reforço escolar para ganhar confiança das crianças e de suas famílias.
  • A Portas Abertas atua oferecendo ajuda emergencial e apoio pós-trauma a famílias da região; a menina sonha em se tornar professora e ensinar crianças a ler enquanto fala de Deus.

A história de Alissa, uma garota de dez anos, revela a vida de cristãos perseguidos no México. A família, formada por missionários, mudou-se para o Centro do país há anos para seguir o ministério evangelístico.

Logo após a mudança, a família enfrentou hostilidade: vizinhos envenenaram animais de estimação, levando uma cria a sofrer lesões graves ao lamber a irmã de Alissa. A menina foi hospitalizada com lesões internas e parada respiratória.

A situação se agravou quando colegas de escola passaram a afastar-se de Alissa. Sussurros e insultos tornaram-se rotina, transformando a criança em alvo por sua fé, ainda aos 10 anos.

O Círculo do Silêncio, região onde vivem, é marcado pela militância religiosa e por ameaças históricas. Pesam referências da Guerra Cristera, que marcou o século passado no país.

A família evita exibir o evangelho de forma ostensiva, optando por ações discretas. Eles promovem aulas de reforço escolar para ganhar confiança de crianças e famílias, abrindo espaço para conversas sobre fé aos poucos.

Alissa diz que quer ser professora e sonha em ensinar leitura aos alunos enquanto compartilha a palavra de Deus. Ela afirma ter aprendido a enfrentar o medo e a escolher a coragem.

Segundo Beatriz, mãe de Alissa, o fanatismo na região já levou a ameaças de morte contra missionários. Como alternativa, a família continua trabalhando de forma cautelosa, sem expor demais sua identidade.

Mulheres cristãs locais relatam dificuldades na região: perda de empregos e de apoio familiar devido à fé. Organizações humanitárias, como Portas Abertas, oferecem ajuda emergencial e suporte pós-trauma a famílias na área.

A Portas Abertas orienta doações para sustentar atividades de assistência e cuidados às famílias como a de Alissa, que vivem sob risco contínuo. A organização ressalta que o trabalho continua para reduzir danos e apoiar comunidades vulneráveis.

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