- O Fundo Monetário Internacional anunciou a retomada de negociações com a Venezuela em 16 de maio, após sete anos sem contatos formais.
- A Venezuela é membro do FMI desde dezembro de 1946; as negociações foram suspensas em março de 2019 por questões de reconhecimento do governo.
- A presidente interina Delcy Rodríguez assumiu o governo e, segundo o FMI, as negociações passam a ocorrer com a administração sob sua liderança.
- O governo dos Estados Unidos suspendeu parcialmente sanções contra bancos venezuelanos, facilitando transações com instituições norte-americanas.
- Quatro bancos estatais venezuelanos passaram a poder realizar transações com entidades dos EUA: Banco Central da Venezuela, Banco da Venezuela, Banco Digital dos Trabalhadores e Banco do Tesouro.
O FMI anunciou nesta quinta-feira a retomada das negociações com a Venezuela, após sete anos de suspensão. O diálogo ocorre sob a gestão de Delcy Rodríguez, reconhecida como presidente interina, e envolve o governo venezuelano na prática de negociação.
Segundo o FMI, a decisão foi tomada com base na maioria do poder de voto entre os membros. A instituição lembra que a Venezuela integra o FMI desde 1946, e que as negociações foram suspensas em março de 2019 por questões de reconhecimento governamental.
Rodríguez passou a ocupar o cargo após os acontecimentos envolvendo a atuação militar dos Estados Unidos no país, que resultou na detenção de Nicolás Maduro no início deste ano. Maduro contesta as acusações e mantém posição de continuidade do governo.
A relação entre Venezuela e EUA tem passado por ajustes, com flexibilização de algumas sanções. Em 14 de abril, Washington suspendeu parcialmente medidas contra bancos venezuelanos, o que facilita operações financeiras com entidades estatais.
Na prática, o FMI informou que empresas norte-americanas poderão realizar transações com quatro bancos estatais venezuelanos. Entre eles estão bancos vinculados ao governo e ao Tesouro, ampliando o espaço para negócios regulados.
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