- O governo dos Estados Unidos, sob o presidente Donald Trump, anunciou endurecimento da política de vistos para a América Latina e o Caribe.
- Inicialmente, a medida afeta 26 pessoas, sem divulgação de nomes ou nacionalidades.
- A política visa potências adversárias que possam ameaçar a segurança nacional, expandindo uma restrição de vistos já existente.
- O histórico caso de maior repercussão envolveu o presidente colombiano Gustavo Petro, que teve o visto retirado após participação em uma manifestação na ONU; sanções já foram anunciadas, mas posteriormente retiradas.
- O Departamento de Estado afirma que não é obrigado a divulgar nomes por confidencialidade e que usará todas as ferramentas para proteger os interesses de segurança nacional.
O governo dos Estados Unidos, sob o presidente Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) um endurecimento da política de vistos para a América Latina e o Caribe. A medida, em estágio inicial, afeta 26 pessoas, com detalhes sobre quem são ainda não divulgados.
A nota oficial sustenta que a nova expansão visa impedir que potências adversárias possuam ativos ou comprometam a segurança e a prosperidade dos EUA na região. A restrição se baseia em financiar, apoiar de forma significativa ou realizar atividades que contrariem os interesses norte-americanos.
Segundo o comunicado, a Administração usará todas as ferramentas disponíveis para proteger a segurança nacional. O texto também explica que a política se aplica a cidadãos de países do Hemisfério Ocidental com vínculos que prejudiquem os EUA.
Contexto recente
O tema de restrições de visto já teve uso significativo pelo governo, incluindo o caso do presidente colombiano Gustavo Petro. Em setembro, durante a visita às ruas de Nova York para a ONU, Petro participou de ato pró-Palestina e fez críticas a Trump, o que motivou a retirada do visto no mês seguinte.
O Departamento de Estado não especifica nomes por motivos de confidencialidade, mesmo em casos de interesse público. Em paralelo, foram anunciadas sanções contra Petro e familiares, que foram revertidas posteriormente em processo de normalização das relações entre os dois países.
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