- Marcos Panissa, condenado por matar a ex-esposa com 72 facadas em Londrina, em 1989, vivia no Paraguai com identidade falsa e nova família.
- Ele foi preso em San Lorenzo na terça-feira, 14 de abril, após mais de trinta anos foragido, sob mandado internacional de prisão por homicídio e alerta vermelho da Interpol.
- No Paraguai, ele morou em Concepción e depois em San Lorenzo, mantendo vida discreta e atividades comerciais com o documento falso.
- Agentes do Grupo de Investigação de Casos Sensíveis acompanharam o foragido durante a Operação Otelo, com apoio da Polícia Federal brasileira.
- Marcos foi extraditado pela Ponte da Amizade e entregue às autoridades da Polícia Federal; o nome falso não será divulgado para não expor a família paraguaia.
Marcos Panissa, condenado por matar a ex-esposa em Londrina (PR) em 1989, foi preso no Paraguai após 30 anos foragido. Ele vivia no país com identidade falsa e tinha uma nova família, em San Lorenzo, quando foi capturado nesta terça-feira (14/4).
O crime ocorreu em 6 de agosto de 1989, no apartamento onde morava, na região central de Londrina. Panissa esfaqueou Fernanda Estruzani com uma faca de mergulho, recebendo condenação de mais de 20 anos em 1991.
Após o homicídio, o fugitivo cruzou a fronteira para o Paraguai, onde usou documentação falsa. Morou inicialmente em Concepción, passou a residir em San Lorenzo e manteve vida discreta, encontrando uma nova mulher e formando uma família.
Prisão e andamento do caso
Agentes do Grupo de Investigação de Casos Sensíveis (Gise), em cooperação com a Polícia Federal brasileira, monitoraram a rotina de Panissa. Ele foi localizado em via pública de San Lorenzo e levado à base da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad).
A prisão ocorreu durante a Operação Otelo, com extradição realizada pela Ponte da Amizade Internacional, na fronteira com o Brasil. Panissa foi entregue às autoridades da Polícia Federal brasileira.
Segundo a Agência de Informação Paraguaia, Panissa permanecia foragido desde o homicídio e tinha mandado internacional da Interpol. A operação contou com apoio das autoridades paraguaias para o retorno ao Brasil.
Entre na conversa da comunidade