- O Irã propõe permitir que navios atravessem o lado de Omã do Estreito de Ormuz sem risco de ataque, se houver acordo com os EUA para evitar novo conflito.
- A medida seria um gesto político, não uma solução imediata, em meio à passagem de cerca de 20% dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito pela hidrovia.
- A Organização Marítima Internacional (OMI) informou que acolhe iniciativas que assegurem o trânsito seguro dentro do esquema atual de separação de tráfego.
- A proposta marca o primeiro passo de Teerã para se afastar de ideias mais agressivas discutidas recentemente, como cobrar passagem ou impor soberania sobre o estreito.
- Não está claro se o Irã removeria minas do lado de Omã nem se todos os navios, inclusive os ligados a Israel, poderiam passar; a viabilidade depende de os EUA aceitarem as exigências iranianas.
O Irã apresentou uma proposta para permitir que navios passem pelo lado de Omã do Estreito de Ormuz sem enfrentarem risco de ataque, desde que haja um acordo com os Estados Unidos para evitar novo conflito. A ideia surgiu durante negociações entre Teerã e Washington.
Segundo uma fonte próxima ao assunto, a medida seria um gesto para reduzir tensões, e não uma solução imediata para o tráfego de centenas de navios que aguardam passagem pela hidrovia. A passagem pela rota de Omã manteria o fluxo sob condições acordadas.
O Estreito de Ormuz é critical para cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito globais, tornando qualquer mudança significativa de regime relevante para o mercado. Ainda não há confirmação oficial sobre a viabilidade da proposta.
Um porta-voz da Organização Marítima Internacional destacou que o trânsito seguro dos navios é uma prioridade sob o esquema de separação de tráfego. A ISA opera desde 1968 com base em acordos regionais e pela ONU.
A proposta ocorre após semanas de declarações mais duras de Teerã, que falaram em soberania sobre o estreito e em cobrar tarifas pela passagem. O movimento seria visto como um recuo estratégico para reduzir riscos de confronto.
Ainda não fica claro se Teerã removeria minas no lado de Omã ou se todos os navios, incluindo aqueles ligados a Israel, teriam passagem livre. A condição básica seria a aprovação dos EUA às exigências iranianas.
Uma autoridade iraniana afirmou que o objetivo é manter o controle do estreito dentro de águas iranianas, sem interferir no lado de Omã, sinalizando boa vontade para encerrar a guerra, desde que haja reciprocidade dos EUA.
Contexto e próximos passos
Fontes ocidentais indicam que a proposta está sendo analisada pelos Estados Unidos, mas não houve resposta oficial. O acordo para fechar o que alguns chamam de novo conflito ainda depende de Washington.
A guerra entre EUA e Israel contra o Irã provocou interrupções históricas no fornecimento global de energia, com navios presos no Golfo Pérsico desde o início do conflito. O cessar-fogo recente não fixou o controle do estreito de forma definitiva.
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