- Irã reabre totalmente o Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo vigente, válido até quarta-feira, 22, para navios comerciais.
- O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, citando o acordo já divulgado pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã.
- O estreito é uma rota estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao restante dos oceanos e responde por cerca de vinte por cento do petróleo e gás consumidos globalmente.
- O mercado registrou queda nos preços: Brent cai cerca de nove por cento, para US$ 90,55 o barril; WTI recua também cerca de nove por cento, para US$ 86 o barril, por volta das 10h.
- A reabertura é vista como sinal de avanço nas negociações com os Estados Unidos, mas o cenário permanece sensível a novos desdobramentos geopolíticos.
O Irã anunciou a reabertura total do Estreito de Ormuz, principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio, durante o cessar-fogo vigente na região. A passagem para navios comerciais ficará aberta até a próxima quarta-feira (22), conforme declaração do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. A medida, segundo ele, segue a rota coordenada pela Organização de Portos e Marítima do Irã.
Araghchi informou que o período restante do cessar-fogo garante a circulação sem restrições. O anúncio representa a primeira flexibilização relevante do Irã em meio às negociações diplomáticas para reduzir tensões no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao oceano e é utilizado por grandes exportadores.
Reação do mercado e cenário atual
A abertura repercutiu imediatamente nos preços do petróleo. Por volta das 10h, o Brent caiu cerca de 9%, para US$ 90,55 o barril, e o WTI recuou também em torno de 9%, para US$ 86. A queda reflete a percepção de menor risco de interrupção da oferta global.
Contexto diplomático e próximos passos
A reabertura do canal foi vista como um avanço nas negociações entre EUA, Irã e aliados regionais. Como a passagem depende do período de cessar-fogo, a volatilidade pode retornar caso haja novo atrito militar. Analistas ressaltam que o mercado acompanhará os desdobramentos diplomáticos nas próximas semanas.
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