- A partir do bloqueio dos EUA, mais embarcações iranianas tentam evitar detecção no estreito de Ormuz, segundo o The New York Times.
- Navios podem sumir dos radares ou usar identificações “zumbis”, com o transponder desligado para reaparecer com dados diferentes.
- A prática já havia sido adotada pela Rússia na guerra contra a Ucrânia; no Irã, há relatos de navios desaparecendo dos sistemas ou operando sob bandeiras falsas.
- Especialistas dizem que, apesar da ocultação, o estreito é uma rota estreita e estratégica, o que dificulta passagem sem detecção, mantendo a vigilância com satélites, radares e sinais de rádio.
- O Irã também é citado em reportagens que sugerem uso de um satélite chinês para monitorar bases americanas na região; autoridades chinesas negam as informações.
Desde o início do bloqueio dos EUA a navios que entram e saem de portos iranianos, navios processam manobras para evitar detecção no estreito de Ormuz. A informação é do The New York Times, com base na Windward, empresa de dados de inteligência marítima.
Segundo a Windward, há relatos de embarcações desaparecendo dos radares ou operando com identificações falsas ou aleatórias. O processo envolve, ainda, a desativação temporária do transponder, que transmite nome, localização e rota.
Navios iranianos aparecem de forma intermitente nos sistemas de rastreamento, enquanto alguns operam sob bandeiras falsas ou em sanção, conforme o relatório. Especialistas afirmam que as táticas têm efeito limitado diante da geografia estreita do canal e da vigilância contínua.
Monitoramento por satélites e outras tecnologias
Forças navais e empresas de inteligência marítima recorrem a satélites ópticos, radares e sinais de rádio para reforçar o monitoramento da região. O Irã também é citado por ter utilizado um satélite de origem chinesa para observar bases americanas, segundo reportagens do Financial Times.
Documentos vazados apontam que as imagens incluíram alvos na Arábia Saudita, Jordânia, Kuwait e Bahrein. O governo chinês nega as informações, enquanto Pequim admite relações com o Irã, mas afirma manter postura neutra publicamente.
Entre na conversa da comunidade