- ataques israelenses em três ondas atingiram ambulâncias e profissionais de saúde na região de Mayfadoun, no sul do Líbano, resultando na morte de quatro socorristas e ferimento de seis.
- o episódio ficou conhecido como “quadruple tap”, após o padrão de ataques a locais de socorro antes de atingir novamente equipes de resgate.
- ao todo, desde o início do conflito, a defesa civil do Líbano aponta grave prejuízo a médicos de três entidades diferentes, com 91 profissionais mortos e 214 feridos.
- as ações ocorreram em Mayfadoun, Nabatieh e Tebnine, onde ambulâncias e o hospital governamental de Tebnine também foram atingidos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
- o Ministério da Saúde do Líbano condenou os ataques, afirmando que paramédicos são alvos diretos e violam o direito internacional humanitário; o Exército de Israel não se manifestou até o momento.
O número de ataques israelenses em áreas civis no Libano aumentou com uma sequência de ataques a ambulâncias e equipes de resgate, deixando mortos e feridos entre profissionais de saúde. Na tarde de quarta-feira, em Mayfadoun, sul do Libano, três equipes de socorro foram atingidas em ondas consecutivas, após respostas a um bombardeio inicial.
Segundo o Ministério da Saúde do Libano, quatro profissionais de saúde morreram e seis ficaram feridos. As mortes envolveram médicos de três organizações diferentes: a Associação Islâmica de Saúde (IHA), vinculada ao Hezbollah, a Amal e um serviço de emergência de Nabatieh. Todas as equipes de resgate são protegidas pela lei internacional quando não são parte de conflitos.
A violência teve início com um ataque a uma ambulância na cidade de Mayfadoun, seguido por ataques a veículos que chegavam para socorrer feridos. Em vídeo registrado por socorristas, um veículo é atingido após a chegada de equipes, aumentando o terror entre os socorristas. A prática é amplamente conhecida como “quadruple tap” no Libano, após uma sequência de ataques a locais já atingidos.
Entre os falecidos, destacam-se Fadel Sarhan, de 43 anos, cuja morte foi confirmada por colegas. Familiares e representantes de organizações de resgate lamentaram a perda, ressaltando o papel dos socorristas em comunidades locais. Nas cerimônias fúnebres em Nabatieh, multidões preservaram a memória dos colegas mortos.
Horas após os funerais, novas explosões atingiram Nabatieh, ampliando o recorte de violência contra serviços médicos na região. Oito dias após o início do confronto entre Israel e Hezbollah, o balanço aponta 91 profissionais de saúde mortos e 214 feridos em ataques desde 2 de março, segundo fontes sanitárias.
O Ministério da Saúde do Libano descreveu os ataques como violações graves do direito humanitário, afirmando que paramédicos têm sido visados de forma deliberada. O governo libanês pediu que a comunidade internacional acompanhe as ações para responsabilizar os responsáveis.
O objetivo político do governo israelense ainda não teve resposta oficial a perguntas sobre os ataques a estruturas médicas, incluindo hospitais públicos na região de Tebnine, que foram atingidos poucas horas após os incidentes em Nabatieh. A Organização Mundial da Saúde atualizou informações sobre danos a serviços de saúde na área.
A cobertura internacional continua acompanhando o desdobramento em Nabatieh e em Tebnine, com foco na proteção de equipes de resgate e no respeito ao direito internacional humanitário. As investigações sobre os incidentes seguem em curso pelas autoridades locais.
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