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Justiça italiana aprova novo pedido de extradição de Zambelli por arma de fogo

Justiça italiana aprova novo pedido de extradição de Carla Zambelli por caso envolvendo arma de fogo, ampliando incerteza sobre retorno ao Brasil

Processo relacionado a suposto financiamento de invasão ao CNJ segue em fase de recurso. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
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  • A Justiça italiana aprovou, nesta quinta-feira, 16, um novo pedido de extradição do governo brasileiro para a ex-deputada Carla Zambelli (PL).
  • O caso envolve a perseguição a um eleitor com arma de fogo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, que resultou em condenação de cinco anos e três meses em regime semiaberto.
  • A decisão foi confirmada pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza, à imprensa.
  • Em março, a Corte de Apelação de Roma já havia autorizado a extradição no processo que levou Zambelli a 10 anos de prisão por suposto financiamento a invasão dos sistemas do CNJ; a defesa recorre à Suprema Corte de Cassação da Itália.
  • A defesa aponta dois desafios: derrubar os dois pedidos de extradição para evitar vinda ao Brasil e contestar que, no primeiro caso, os crimes teriam equivalente na Itália e a condenação não teria teor político; além disso, sustenta que a penitenciária italiana não garante direitos humanos.

A Justiça italiana autorizou nesta quinta-feira (16) um novo pedido de extradição feito pelo governo brasileiro para a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL). A extração está vinculada a um incidente com arma de fogo envolvendo um eleitor, ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, pelo qual ela já foi condenada a cinco anos e três meses em regime semiaberto. A confirmação foi dada ao portal pela Embaixada do Brasil em Roma, por meio do embaixador Renato Mosca de Souza.

A decisão ocorre em meio a um histórico de pedidos de extradição envolvendo Zambelli. Em 26 de março, a Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição no caso em que a ex-deputada foi condenada a 10 anos de prisão por suposto financiamento a uma invasão dos sistemas do CNJ. A defesa da brasileira já recorreu à Suprema Corte de Cassação da Itália.

Para a defesa, o principal objetivo é impedir a extradição em ambos os casos, sob o argumento de que os crimes teriam equivalência penal na Itália e de que a condenação não teve motivação política. Antes do recurso, o marido de Zambelli, o coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, sugeriu à esposa a possibilidade de aceitar a extradição para ficar mais perto da família.

A defesa sustenta ainda que a penitenciária Colmeia, onde a ex-deputada ficaria alojada, não assegura condições mínimas de direitos humanos exigidas para a concessão da extradição. A Procuradoria-Geral da Itália não se manifestou publicamente sobre o novo pedido nesta quinta-feira.

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