- A Justiça italiana acolheu o pedido do Brasil para extraditar Carla Zambelli por porte ilegal de arma, decisão já comunicada em março.
- A confirmação foi feita pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza; cabe recurso à decisão.
- Zambelli está presa em Roma desde 29 de julho de 2025 e é considerada foragida da Justiça brasileira.
- O caso envolve episódio na véspera do segundo turno de 2022, quando a ex-deputada perseguiu um homem armada em São Paulo; o STF a condenou por porte ilegal de arma e constrangimento com emprego de arma.
- Brasil e Itália têm tratado de extradição desde 1993; o STF havia determinado a cassação do mandato de Zambelli em dezembro, seguida de renúncia apresentada três dias depois.
O Brasil obtém nova decisão da Justiça italiana para a extradição de Carla Zambelli, ex-deputada federal, no caso de porte ilegal de arma. A Itália já havia aceitado o pedido em março. Zambelli está detida na Itália desde 29 de julho de 2025.
A confirmação foi feita pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza. A decisão ainda pode ser alvo de recurso, segundo a autoridade brasileira. O caso envolve a prática de porte ilegal de arma de fogo.
A acusação remonta a um episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando a deputada perseguiu, armada, um homem no bairro Jardins, em São Paulo. Imagens do incidente motivaram investigações do STF.
Detalhes do caso
O STF condenou Zambelli por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. A defesa já entrou com recurso em 10 de abril para contestar decisão italiana que autorizou a extradição ao Brasil. O recurso ainda não foi analisado.
A ex-deputada possui cidadania italiana e deixou o Brasil em maio de 2024, pela fronteira com a Argentina; passou pelos Estados Unidos antes de chegar à Itália. Ela é considerada foragida desde a condenação, o que levou ao pedido de extradição pelo STF.
Situação atual e contexto
Zambelli permanece presa em um presídio nos arredores de Roma, em regime de segurança média a alta. A negativa de fuga é o principal argumento das autoridades italianas para manter a detenção durante o processo de extradição. O tratado de extradição entre Brasil e Itália, vigente desde 1993, regula esse procedimento entre as nações.
Entre na conversa da comunidade