- O líder da oposição israelense, Yair Lapid, criticou o governo de Benjamin Netanyahu por não eliminar a ameaça do Hezbollah após o anúncio de um cessar-fogo de 10 dias feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
- Lapid afirmou que o conflito no Líbano só pode terminar com a remoção permanente da ameaça às comunidades do norte, e que isso só ocorrerá no próximo governo.
- Uma pesquisa recente do Instituto de Democracia de Israel mostrou que 80% dos israelenses judeus defendem manter a ofensiva contra o Hezbollah, mesmo diante de atritos com os EUA.
- Os confrontos no sul do Líbano ameaçam a continuidade do cessar-fogo entre EUA e Irã, bem como a possibilidade de prorrogação da trégua.
- O Irã vê o Hezbollah como aliado crucial; o grupo passou a atacar Israel após os bombardeios entre EUA e Israel ao Irã, em fevereiro.
O líder da oposição israelense, Yair Lapid, criticou o governo de Benjamin Netanyahu por não eliminar a ameaça do Hezbollah, após o anúncio de um cessar-fogo de 10 dias feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, entre Israel e o grupo libanês. Lapid afirmou que as promessas do governo não se confirmam na prática.
Lapid, que comanda o partido Yesh Atid, disse que o conflito no sul do Líbano só terá fim com a remoção permanente da ameaça às comunidades do norte. Segundo ele, esse objetivo não será alcançado pelo atual governo, mas poderá ocorrer no próximo governo.
Aproximadamente 80% dos israelenses judeus apoiam a continuação da ofensiva contra o Hezbollah, indica levantamento recente do Instituto de Democracia de Israel. A pesquisa aponta resistência a atritos com os EUA caso Israel siga adiante com a ofensiva.
Confrontos no sul do Líbano criam incertezas sobre o cessar-fogo entre EUA e Irã e sobre a prorrogação da trégua. O Hezbollah, aliado do Irã, intensificou ataques após os bombardeios de EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
A ofensiva israelense incluiu ocupação de áreas do sul do Líbano e ataques a Beirute e outras áreas, com consequências humanitárias significativas. O governo libanês estima mais de 2.000 mortos e até um milhão de deslocados.
Israel disse buscar o controle de áreas ao sul para estabelecer uma zona tampão próxima à fronteira. Não há clareza sobre a retirada total ou parcial das tropas ao entrar em vigor o cessar-fogo.
Entre as vítimas, registram-se dois civis israelenses mortos e 13 soldados, além de ataques do Hezbollah que obrigaram muitos israelenses do norte a buscar abrigo com frequência.
Além do confronto direto, a situação envolve questões regionais: Irã e EUA precisam decidir sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e o futuro dos programas nucleares e de mísseis de Teerã.
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