- Lula disse, em entrevista ao Der Spiegel, que o Brasil encontrará clientes em outros mercados caso os EUA não comprem.
- O presidente afirmou ter aberto 518 novos mercados internacionais no atual mandato.
- Ele criticou a ONU, dizendo que o Conselho de Segurança está “navio à deriva” e que é urgente uma mudança no cenário geopolítico.
- Lula afirmou ter conversado com Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron para convocar uma reunião do Conselho de Segurança, mas não houve resposta.
- O presidente reiterou que Putin não tinha o direito de invadir a Ucrânia, que Trump não deve intervir na Venezuela nem ameaçar Cuba, e que a América Latina é uma zona de paz.
Ao falar ao jornal alemão Der Spiegel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil manterá relações comerciais ativa caso os Estados Unidos não comprem produtos nacionais. Ele disse ter aberto 518 novos mercados internacionais no seu mandato e que não ficará de braços cruzados reclamando.
Lula comentou que, diante de recusa norte-americana, encontraria clientes em outros países. O presidente citou números de expansão de mercados para produtos brasileiros em três anos e meio de governo.
Na entrevista, o presidente criticou a ONU e pediu mudanças no formato do Conselho de Segurança. Ele citou Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron como interlocutores que poderiam convocar uma reunião, ressaltando a necessidade de ampliar participação de África e Oriente Médio.
Geopolítica e ONU
Lula afirmou que o Conselho de Segurança se tornou um navio sem capitão e defendeu que António Guterres convoque uma Assembleia Geral extraordinária para discutir ações de Putin sobre a Ucrânia e de Trump sobre o Oriente Médio.
O presidente manteve críticas a intervenções militares de Trump na região e à invasão da Ucrânia por Putin. Segundo ele, a América Latina não deve ser cenário de conflitos, mantendo a ideia de uma zona de paz na região.
Entre na conversa da comunidade